1º de maio: a luta continua

Edilson Dias (452 x 600)Vivemos um momento extremamente difícil para os trabalhadores. Terceirização sendo aprovada de forma generalizada; Reforma da Previdência; Reforma Trabalhista. Não sabemos como tudo isso terminará. Por isso, considero esta comemoração do Dia do Trabalho, verdadeiramente um primeiro de maio às avessas. 2017 será consagrado como um ano de perdas de direitos fundamentais aos trabalhadores?
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias, era o dia 1º de maio. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Fato que gerou a revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. Para homenagear os mortos neste conflito, em 1989, foi criado o Dia Mundial do Trabalho.
No Brasil, somente em 1925, esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes. Mas fatos importantes para os trabalhadores foram iniciados neste dia, como a instituição do salário mínimo, em 1940, pelo então presidente Getúlio Vargas; e a criação da Justiça do Trabalho, em 1941, com a árdua missão de cuidar das relações de trabalho e garantir os direitos dos trabalhadores.
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores. Apesar das inúmeras perdas do valor do salário mínimo, que em tese, deveria garantir as necessidades básicas de uma família (alimentação, educação, lazer, moradia, saúde e vestuário), sabemos que na prática isto não ocorre, mas as perdas que poderão ocorrer com a terceirização e com as mudanças na previdência serão muito piores.
Hoje vivemos um período ameaçador para a classe trabalhadora, infelizmente, não há o que comemorar. Com a tramitação da proposta da reforma da previdência do jeito que esta, não vemos perspectivas do trabalhador conseguir se aposentar com dignidade. Se o tempo mínimo de contribuição ficar nos 49 anos e o mínimo da idade 65 anos para homens e 62 anos para mulheres; todos terão que iniciar o trabalho formal aos 16 anos em média. Além disso, a tentativa de igualar a idade para homens e mulheres, fechava os olhos para a dupla jornada feminina.
Além disso, a reforma trabalhista traz amadilhas como limitar o seu direito de reclamar na Justiça; intervalo de almoço de apenas 30 minutos; ampliar de 25 para 32 horas semanais, as jornadas que podem pagar menos que o salário mínimo; fim das horas gastas com trajeto em locais de difícil acesso, aumento do limite da carga horária diária de 8 horas, entre outas.
Portanto, devemos, mais do que nunca, nos unirmos para lutarmos e tentarmos barrar essas mudanças nefastas aos trabalhadores. Precisamos nos mobilizar e nos manifestarmos. Fiquem atentos as votações, conversem com os deputados da região, escrevam ou enviem e-mails aos senadores. Se não fizermos, quem? Se não agora, quando?

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