48,6% dos moradores de Guarujá mudariam para outra cidade

14962529_10202536495170679_1080017479075912657_n-454-x-600É o que revela pesquisa realizada pelo IPAT no dia 26 de outubro e publicada na edição desta sexta-feira (04) do jornal A Tribuna. Foram ouvidas 800 pessoas, escolhidas aleatoriamente, sendo 62,1% de Guarujá e 37,9% de Vicente de Carvalho. A área da Saúde deve ser prioridade do próximo prefeito. Entretanto, não é a única: a segurança também está no foco. Estes são os principais motivos alegados por quase metade dos entrevistados que, se tivessem possibilidade, se mudariam de Guarujá. Outros 2% não souberam responder, enquanto 49,4% não pensam em sair.

Causas
A maioria quer ir embora devido à falta de segurança (37,7%). Outros 25,4% fariam isso por causa da escassez de empregos e oportunidades de trabalho, enquanto 22,1% atribuem essa intenção à má qualidade dos serviços públicos.
Ao todo, 9,5% dos que participaram da pesquisa apontaram outros motivos para quererem ir embora da Cidade – sendo o principal, escolhido por 37,5% desses, os problemas na Saúde. Não por acaso, área que, na visão de 66% dos entrevistados, deve ser a prioridade do futuro prefeito de Guarujá.
Outros 12% destacam a segurança como prioridade, seguida por Educação (8,1%) e eliminação de favelas e de novas áreas de invasão (3,9%). Para 3,3% dos que participaram do levantamento, o foco deve ser no estímulo ao turismo para gerar emprego e renda.

Segurança
Dos 800 entrevistados, a maioria (53,4%) já foi assaltada em Guarujá, sendo 21,7% desses ao menos uma vez. Outros 16,3% já foram roubados duas vezes e 15,4% já passaram por essa situação três vezes ou mais. A sensação de insegurança, entretanto, é quase geral: 81,1% deles não considera a Cidade segura.
Esse sentimento é maior entre mulheres (82,1% contra 80,3% deles) e se destaca especialmente em pessoas da faixa etária de 16 a 24 anos (mais de 90%). Ensino superior em comparação (93,3%) e moradores que ganham acima de R$ 8 mil (88,9%). Também é mais sentida em Vicente de Carvalho (82,2%) do que na sede do Município (80,5%).
As mulheres têm razão para se sentirem assim, já que a maioria delas (56,7%) já foi assaltada, contra metade dos homens. A faixa etária que mais sofreu com isso foi a de 35 e 44 anos (58,1%), além de pessoas com Ensino Superior completo (68,3%) e com metade de R$ 4 a 8 mil (71,7%). Os entrevistados de Vicente de Carvalho foram mais assaltados que os de Guarujá (56% contra 51,9%).

Diferenças
Homens e mulheres pensam igualmente em se mudar (48,5%). Entretanto, quando se trata de faixa etária, essa é uma possibilidade mais encarada por jovens de 18 a 24 anos (64,7%) e adultos de 35 a 44 anos (55,6%), assim como por quem ganha mais de R$ 8 mil (77,6%) e tem maior estabilidade: 60% dos que têm Ensino Superior incompleto e 55,1% dos que cursaram toda a faculdade (55,1%)
Moradores de Vicente de Carvalho também pensam mais em se mudar do que os da sede da Cidade (49,3% contra 48,1%, respectivamente).
Já quanto aos motivos que levam a isso, para a maioria (37%) dos homens e das mulheres trata-se de falta de segurança, que tem sua maior crítica entre os moradores de 60 a 69 anos (64,4%). A falta de empregos e oportunidades de trabalho é mais criticada pelas mulheres (29,2%, versus 21,7% dos homens) e por pessoas com faixas etárias de 16 a 17 anos (100%) e 18 a 24 anos (40,4%).

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