A vez de Temer?

*Dr. Welinton Andrade Silva

Quando do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, do PT, o ambiente político era favorável às manifestações de rua.
Em campanha, Dilma disse que estava tudo certo com a economia e, após a vitória, o país notou que não era bem assim. A economia fracassou, vieram a recessão, o desemprego…
Com a Lava Jato então mirando principalmente em figurões do PT, não demorou em as grandes manifestações das ruas pedirem a cabeça da presidente.
Dilma saiu Michel Temer, do PMDB, seu vice, entrou. Tudo conforme manda a Constituição.
No poder, primeiro, Temer prometeu um ministério de notáveis, entre outras coisas. Entregou para os brasileiros um ministério repleto de gente denunciada e acusada de crimes.
De bom, o governo Temer entregou ao país a equipe econômica que conseguiu, com muito esforço, fazer com que o país desse início à saída, mesmo que devagar, do buraco econômico-recessivo em que se encontrava.
Com a presidência, o PMDB e seus aliados também herdaram de Dilma o fato de serem os novos focos das atenções do país, para o bem e para o mal.
A Operação Lava Jato passou a atuar também na frente de investigações e denúncias contra ministros e pessoas bem próximas ao presidente Temer. Especialmente do PMDB, que teve o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha preso, e PSDB, cujo senador Aécio Neves foi afastado e teve a irmã presa.
Temer possui baixa popularidade e por isso governa apenas com o apoio da Câmara e Senado, onde seu governo conseguiu alguns êxitos em matérias que queria ver aprovadas.
Até a denúncia da J&F (JBS) o presidente Temer conseguia se equilibrar na corda bamba. As gravações e declarações do empresário Joesley Batista, entretanto, atingiram em cheio o próprio presidente da República.
Agora, com a apresentação de denúncia criminal da PGR – Procuradoria Geral da República – contra Temer no STF – Supremo Tribunal Federal, mais do que nunca, o presidente Temer precisará do Parlamento. Na CCJ Temer ganhou. Mas a palavra final será no plenário da Câmara.
São necessários 342 votos para dar a licença para o STF processar o presidente. Isso é difícil de acontecer, ainda mais onde Temer é mais forte. Porém, não se pode esquecer que a Constituição prevê que, na vacância de Temer, assume o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM. Aguardemos agosto, lembrando que a PGR deve entrar com mais duas denúncias contra o atual presidente da República.
Serão dias difíceis para o governo Temer e para o Brasil.

*O advogado Welinton Andrade Silva é jornalista, formado em direito,

administração de empresas, Rádio e TV e agrimensura.

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