Aterros sanitários, a barreira da inércia precisa ser quebrada

marcelo-squassoni (600 x 379)A notícia de que o Sítio das Neves, aterro sanitário que atende a Baixada Santista há décadas, na Área Continental de Santos, terá sua capacidade esgotada ainda este ano e não será ampliado, até para preservar as operações do futuro Aeroporto de Guarujá é a crônica de uma morte anunciada.
Debatemos a gestão dos resíduos sólidos na Baixada desde meu primeiro mandato de vereador em Guarujá, iniciado em 1993. De lá para cá, nada em caráter metropolitano foi feito e, agora, nossos prefeitos têm nas mãos uma bomba relógio. Não se pensou em novos aterros, não avançamos em usinas de incineração, não temos áreas disponíveis para criar novos aterros (em Bertioga, por exemplo, 85% do território é área de preservação ambiental) e nem aprimoramos significativamente a reciclagem de resíduos, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o que poderia ampliar a vida útil do Sítio das Neves.
Já estou solicitando ao secretário  Nacional de Saneamento Ambiental, Alceu Segamarchi Júnior, no Ministério das Cidades, uma audiência com os prefeitos da Baixada Santista, para saber de que forma o Governo Federal pode ajudar nossa região a resolver esse problema da maneira mais ágil possível. Seja com usinas de incineração, como é o caso de Barueri, que já tem aprovado um projeto para a construção de uma incineradora capaz de processar 850 toneladas de lixo por dia, sem causar poluição ao meio ambiente, seja com novos aterros sanitários, a barreira da inércia precisa ser quebrada urgentemente. É um caso de saúde pública.

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