Com a “terra arrasada” deixada pela administração Antonieta, é necessário um voto de confiança ao novo governo

Para os que viraram oposição só agora, após a derrota do candidato da prefeita Antonieta de Brito, do PMDB, Adilson Jesus, com pouco mais de cinco mil votos, a coisa foi fácil. Entretanto, para os que, a nosso exemplo (e de 90% da população), estão criticando o incompetente governo desde o início, os dois mandatos da prefeita pareceram uma eternidade. Lembro-me como hoje. Em 2007, um ano antes da eleição, o vereador Válter Suman enfrentava problemas no seu partido. Reunimos o PSDC e todos os candidatos concordaram em receber o Dr. Válter no partido, onde foi reeleito. No mesmo ano, Suman foi o primeiro médico que ligamos pedindo orientação para cuidar do nosso filho Pedro, que é especial e o amor das nossas vidas. Antes disso, há vinte anos, Suman apoiou nossa candidatura a vereador. Em 2008 o ex-prefeito Farid Madi perdeu a reeleição para Antonieta. No primeiro mês do governo dela, tivemos uma reunião protocolar com a prefeita. Eu, como presidente de partido e o vereador reeleito pelo PSDC, Dr. Válter Suman. A conversa, com apenas vinte dias de governo dela, já foi truncada. Ela me perguntou o que achava do governo dela. Respondi que era muito lento. Imagina. Hoje isso é um elogio. Mas, como são incompetentes, não tinham tido tempo ainda de errar em nada, muito menos acertar. Na reunião, eu e o Dr. Válter nos dispusemos a ajudar a prefeita no seu primeiro ano de governo sem pedir nenhum cargo em troca. Nada. Explicamos que queríamos construir primeiro uma ponte política com o governo dela, onde a administração dela fosse obrigada a implantar ideias da Democracia Cristã. Tudo de forma republicana. Coincidência ou não, cerca de dez dias depois, eu e o Dr. Válter fomos procurados pelo então secretário Averaldo Menezes que nos ofereceu dez cargos. Nós, além de não aceitarmos os cargos, assinamos em conjunto PSDC e vereador, dias depois, um documento público onde nos colocávamos como independentes e críticos ao atual governo. Isso há oito anos. A reunião relatada aqui foi a única que mantive com a prefeita Antonieta de Brito, do PMDB. Ela permaneceu no cargo por oito anos e nunca mais conversei com ela. Ficamos na imprensa criticando e apresentando soluções para a cidade. Enquanto isso, o vereador Suman manteve a palavra também e ficou na oposição ao governo Antonieta, junto com Romazzini. Nos cerca de 25 anos que conheço Suman, já passamos por momentos bons e difíceis. Sorrimos, choramos e discutimos. Mas sempre mantivemos o respeito mútuo às nossas famílias. Detalhe: em todos os momentos ele continuou sendo meu médico. Hoje, Suman é o prefeito eleito. E é em homenagem a essa história que, como cidadão, vamos dar um voto de confiança para ele. Mais que isso, vamos torcer para que o seu governo dê certo. Como homem de imprensa, saberemos reconhecer acertos e criticar de forma construtiva possíveis erros. Afinal, o sucesso de Suman (e Edna) será também o sucesso da cidade e de todos nós. Sobre os nomes do secretariado, escreveremos em outra oportunidade.

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