Conheça todos os candidatos a prefeito e entenda a compra de votos

Com as mudanças na legislação eleitoral o eleitor comum terá dificuldade para acessar os projetos e conhecer os candidatos a prefeito e vereador.
Na cidade de Guarujá, por exemplo, não haverá horário eleitoral na TV, mesmo tendo mais de 200 mil eleitores. Soma-se à dificuldade do eleitor em conhecer o candidato e suas propostas, as restrições impostas pela proibição legal da doação de empresas para campanhas eleitorais.
Para o (a) leitor (a) tem ideia do alcance das restrições legais às campanhas, até o tamanho dos adesivos dos carros possuem medida máxima prevista por lei (resolução).
Temos a Lei das Eleições – 9.504/1997, a Lei dos Partidos Políticos, 9.096/1995, a Lei de Inelegibilidade (LC nº 64/1990) e o Código Eleitoral lei 4.737/1965. Além de tudo isso, temos ainda resoluções do TSE, normas jurídicas destinadas a disciplinar e cumprir fielmente as ordenações legais.
Saindo do arcabouço jurídico, partamos então à parte política da sucessão municipal em Guarujá.
Nada menos que 11 candidatos querem ser prefeito da cidade. O número é alarmante e demonstra claramente a fragilidade política da cidade.
Algumas surpresas ocorreram com relação aos nomes dos candidatos a vice. Médico e ex-prefeito, Waldyr tamburus, do PTB, virou vice de Gilberto Benzi, do PSDB; D. Regina Mariano, tornou-se vice na chapa da filha Angélica, ambas do PTC e Cristina Brandão, do PP, é a vice do empresário Adilson Jesus, do PMDB.
Se você é daqueles leitores desligados, segue uma listagem com os nomes dos candidatos a prefeito: Farid Madi, do PPS; Dr. Válter Suman, do PSB, Gilberto Benzi, do PSDB; Angélica Mariano, do PTC; Sidnei Aranha, do PDT; Duino Verri, do PSC; Val Advogado, do SDD, Adilson Jesus, do PMDB; Rogério Lima, do PV; Válter Batista, da REDE e Jonatas Nunes, do PSOL.
No sábado, quando você estiver lendo esse artigo, estaremos a apenas 43 dias das eleições.
Com menos tempo para campanha, menos dinheiro e sem propaganda eleitoral, a eleição na cidade está e será morna, politicamente falando.
Na eleição proporcional, o “silêncio dos candidatos” e o desespero em não se elegerem ou reelegerem, pode desembocar numa eleição com os maiores índices de compra de votos de todos os tempos.
Apesar de ilegal, a prática da compra de voto se repete a cada eleição. E, pelas características da atual corrida eleitoral, fala-se nos bastidores em gente arregimentando cabos eleitorais para levar grupos de eleitores para votar e, já no retorno, ou antes mesmo, pagarem pelo voto.
É triste, mas infelizmente essa é uma realidade do cenário político atual, a se comprovar nas eleições do dia 2 de outubro próximo.
Detalhe: como a lei proibiu comes e bebes, agora, organizador de reuniões políticas pode ganhar até R$ 200,00 por evento. O voto, no câmbio negro, oscila entre 100 e 200 reais. Democracia frágil. Lamentável.

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