Decreto garante que serviços municipais não fiquem desabastecidos

Pag. 03_Gabinete de Crise (600 x 336)O prefeito de Guarujá, Válter Suman, decreta neste sábado (26) Situação Excepcional de Emergência para que os serviços municipais não fiquem desabastecidos devido à greve dos caminhoneiros, que entra em seu 6º dia. Na noite desta sexta-feira (25), o chefe do Executivo presidiu um Comitê de Gestão de Crise, também formalizado pelo decreto, para discutir a situação. O comitê é composto por membros das principais secretarias envolvidas. O Decreto 12.685 viabiliza o abastecimento dos principais serviços, garantindo a escolta de caminhões de combustível aos postos e permitindo a utilização de recursos para aquisição de bens de maneira emergencial. Embora os serviços ainda estejam sendo mantidos, o decreto é necessário tendo em vista que, caso perdure a greve, pode haver risco de desabastecimento. As escolas municipais estão com aulas garantidas, mas na próxima semana será analisada a possibilidade de suspensão das atividades caso o problema se agrave. O mesmo ocorre com serviços urbanos como a coleta de lixo e o serviço funerário. A Prefeitura está monitorando também a situação do transporte municipal, que desde quinta-feira está operando com 60% de sua capacidade. Segundo a concessionária do serviço, Translitoral, haverá ainda menos ônibus circulando de sábado a segunda-feira, com 30 veículos nas ruas das 6 às 20 horas (sábado e segunda) e até 18 horas (no domingo). Nos demais horários, apenas quatro linhas circularão na Cidade. Ao todo, a concessionária possui 142 veículos em sua frota. Na saúde, o decreto visa garantir que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não sofra nenhum prejuízo, assim como o abastecimento de itens essenciais como gases medicinais; vacinas; medicamentos, insumos e materiais médicos; alimentação de pacientes; exames que demandem transporte e/ou processamento fora do domicílio. Na segurança, serviços da Guarda Civil Municipal (GCM), Força-Tarefa, Defesa Civil e trânsito também poderiam ficar comprometidos. Entretanto, na própria sexta-feira (25) viaturas de serviços emergenciais do Município puderam ser abastecidas graças ao apoio da Polícia Militar. Com essa medida e o decreto, os serviços serão mantidos na integralidade enquanto perdurar a greve, inclusive com abastecimento de ambulâncias do Hospital Santo Amaro (HSA) e apoio às demais concessionárias. “Se necessário, utilizaremos nossas viaturas para ajudar a abastecer o transporte de gêneros alimentícios e insumos médicos das unidades”, afirma o prefeito Válter Suman.  

Grevistas e apoiadores dos protestos fazem carreatas pelas ruas de Guarujá

Pag 03_ QUADRO_Carreata VC (600 x 515)Motoristas de transporte escolar realizaram carreatas pelas ruas da cidade na manhã desta sexta-feira (25), contra o alto preço dos combustíveis. A categoria decidiu apoiar as reivindicações dos caminhoneiros, que há cinco dias protestam nos acessos ao Porto de Santos e em todo o país. Proprietários de vans e peruas também estão insatisfeitos com o alto valor do diesel. Por isso, os condutores decidiram se manifestar e apoiam a greve dos caminhoneiros. “Nós só fazemos reajuste da mensalidade no início do ano, então não temos como acompanhar o valor do combustível. Como não repassamos o aumento para os pais, acabamos ficando no prejuízo”. Caminhoneiros autônomos também realizaram carreata e buzinaço na parte da tarde. Caminhões e carreatas se manifestaram desde o principal corredor comercial de Vicente de Carvalho até as avenidas da orla da praia.

Greve Desde segunda-feira (21), os caminhoneiros realizam protestos também na Baixada Santista e Vale do Ribeira. A categoria se reúne na Alemoa, entrada para os terminais do lado de Santos, e também na Rua do Adubo, que dá acesso aos terminais da Margem Esquerda, em Guarujá, bloqueando a passagem. O Vale do Ribeira, no interior paulista, também sofre com as manifestações. Os manifestantes afirmaram que, mesmo após o anúncio de acordo feito pelo Governo Federal, o protesto está mantido na região. Segundo eles, é preciso que ocorra um acordo definitivo para a real redução dos custos tarifários aplicados na venda de combustível.

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