Don Domênico Rangoni, o benfeitor esquecido

Don Domênico (564 x 600)O cônego Domênico Rangoni, vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro por mais de 20 anos, visionário e empreendedor, numa época em que nem se usava esta palavra, estaria completando na última quarta-feira , 1º de março,102 anos. Mais uma vez a data foi esquecida, sem nenhuma homenagem oficial do poder público em reconhecimento ao seu trabalho social em favor da Educação e das classes menos validas. Somos uma cidade sem cultura, sem memória e sem gratidão. História Domênico Rangoni, ou Don Domênico, como era mais conhecido era filho de Ettore Rangoni e de Rosa Sarmenghi Rangoni. Nasceu na Itália, na cidade de Medina, província de Bologna em 1915. Cursou os estudos em Bologna e Turim, onde foi ordenado sacerdote, a 29 de junho de 1938, na Catedral de Turim, pelo Cardeal Fossati. Nos primeiros anos de seu ministério, em Guarujá, inaugurou a Igreja Matriz e ocupou o cargo de vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro de 6 de março de 1954 a 5 de janeiro de 1976. Dedicou-se ainda a construção da Capela Cristo Rei, na Praia de Pernambuco, da Capela São Pedro e São Paulo, na Praia da Enseada, e melhorou a Capela de Vicente de Carvalho. Don Domênico se destacou por sua eterna luta a favor dos necessitados, conseguiu junto ao então prefeito, Domingos de Souza, a construção do primeiro Pronto Socorro de Guarujá. Construiu também a creche Ninho Maternal e uma maternidade, inaugurada em 1962, com 100 leitos. Desta maternidade surgiu o Hospital com o nome do padroeiro da cidade, Santo Amaro, sua obra maior. É importante citar a grande contribuição do Cônego para a educação de Guarujá. Ele construiu o Centro Educacional Don Domênico, onde funcionam o Centro Comunitário Cultural, Biblioteca Pública, Escola de Educação Infantil de 1º e 2º graus e a Faculdade Don Domênico. Em 22 de abril de 1962, quando da inauguração da Maternidade, foi-lhe conferido o título de Cidadão Guarujaense pela Prefeitura e Câmara Municipal de Guarujá. Em outubro de 1983, recebeu do Papa João Paulo II elogios e uma benção pelo trabalho social desenvolvido na cidade. O Cônego Domênico Rangoni faleceu no hospital Sirio Libanês, em São Paulo, em 1987. Está enterrado ao lado da capela do Hospital Santo Amaro.

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