“É preciso medidas urgentes para conter o rombo da Guarujá Previdência”

Edler (520 x 600)O alerta é do secretário geral do SindServ Guarujá, Edler Antonio da Silva, que atendeu nossa reportagem para conversar sobre o assunto controverso e que preocupa os servidores municipais.
“Em 2016 nós identificamos dois grandes problemas. O primeiro, que já foi equacionado pela Prefeitura, era um rombo de R$ 3 milhões em virtude do não pagamento pela Prefeitura das suas obrigações relativas ao Auxilio Doença no período de janeiro de 2015 a agosto de 2016. O outro grande problema é em relação ao déficit atuarial que hoje monta em R$ 79 milhões”. Para o sindicalista, a Prefeitura deixando de contribuir para o plano de custeio, numa proporção maior do que a que ela contribui hoje, gera uma defasagem no plano de benefícios que, no futuro, só tende a crescer.
“Isso significa que a Prefeitura tem que tomar medidas urgentes para conter o crescimento do déficit, como a revisão da alíquota patronal, doação de imóvel à Guarujá Previdência, como está previsto na legislação, ou um apresentar um plano de aporte para amortização do déficit, mas desde 2016, quando nós alertamos para essa questão, a prefeitura não se posicionou sobre como vai fazer”, explica.
“O problema persiste desde o final de 2014 e estava escondido porque a gestão da Guarujá Previdência omitiu até dos conselheiros que existia esse déficit, que só foi descoberto em outubro de 2016, demonstrando, no mínimo,” falta de transparência. Se nada for feito no decorrer dos próximos anos, no futuro faltarão recursos para pagar os benefícios, que vai arcar com o prejuízo é o Tesouro Municipal. A cidade deixa de investir em obras e serviços para pagar dívidas previdenciárias.
Edler ressalta entretanto, que não existe o risco dos servidores não receberem os benefícios, “porque de algum lugar vai sair, se não for dos recursos da Previdência, vai sair do Tesouro”.
É importante que o atual governo, que só está administrando voltado para o momento, comece a pensar em fazer uma gestão de planejamento para os próximos 15 ou 20 anos, porque se o problema não acontecer na sua gestão, acontecerá na gestão dos próximos prefeitos porque não foi feito nada agora”, finaliza.

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