É preciso trabalhar nos bairros, mas o Turismo e o Porto não podem ser esquecidos

*Dr. Welinton Andrade Silva

Guarujá foi muito judiada e abandonada nos últimos anos quando tivemos a infelicidade de ter à frente da Prefeitura a ex-prefeita Antonieta de Brito, do PMDB, líder de uma administração notadamente arrogante, prepotente e incompetente.
A ex-prefeita comandou a cidade quando o Brasil estava com a economia em alta, no auge do Governo do ex-presidente Lula, que elegeu um poste, quando o país era apontado até por especialistas internacionais como “um modelo de economia de resultado”.
Depois vimos que não era nada disso. Entretanto, prefeituras que souberam surfar naquela onda do dinheiro farto, fácil e barato hoje possuem bem menos problemas do que a nossa querida Guarujá por pura incompetência da gestão anterior.
A atual administração herdou uma cidade sem um mínimo de zeladoria, com bairros que alagam facilmente, rios assoreados, tubulações entupidas, iluminação precária, buracos no leito carroçável, lixo… e o pior: uma população com alta baixo-estima, decepcionada, desiludida e, por isso, intolerante.
Muito intolerante e desacreditada. Para comprovar, basta uma passada pelas redes sociais onde florescem reclamações, com razão, em parcela das postagens.
O interessante é que a atual gestão, sem dúvida até o momento bem melhor que a administração Antonieta, também tem sido criticada. Muito criticada por trabalhar. Isso mesmo: por fazer.
Explico. Na imprensa e redes sociais, a Prefeitura divulga o trabalho que tem feito especialmente nos bairros periféricos e agora mais recentemente em Pitangueiras. E, acreditem, tem sido criticada por isso.
Nos bairros, quando a prefeitura atende um, os moradores dos outros que ainda não foram favorecidos chiam, reclamam e até xingam.
Numa cidade pobre, mas com notável perfil portuário, turístico e veranista, Pitangueiras estava abandonada, largada. A prefeitura promoveu então, uma “força tarefa” de capinação, pintura de faixas, poda de árvores e troca de lâmpadas queimadas.
Por esse motivo a PMG foi criticada. O principal argumento era que “a prefeitura só trabalha no Centro”, o que não é verdade, pois os bairros, vários deles, foram favorecidos bem antes do Centro. Entretanto, como o Centro é pequeno (e paga um imposto altíssimo), qualquer melhoria já é notada facilmente.
Muitos esquecem que em qualquer cidade do mundo o centro é realmente o principal bairro da cidade porque é nele que se encontram os principais comércios e serviços, notadamente, motores da economia e desenvolvimento.
O poder público que atende o Bairro Centro está também atendendo aos moradores dos bairros da periferia que, sem dúvida, possui trabalhadores no Centro, nos restaurantes, prédios, nas lojas ou mesmo como ambulantes.
Então, trabalhar no Centro é sinônimo de trabalhar por todos. Acrescente-se a isso o fato de o Centro de Guarujá possuir uma praia que igualmente é frequentada por moradores de todos os bairros, do Centro e por turistas e veranistas.
Portanto, trabalhar pelo Centro (sem esquecer os bairros) é possuir um mínimo de inteligência administrativa e visão econômica de mundo.
Revigorando o Centro e a orla, a prefeitura conseguirá atrair mais investimentos, gerar novos empregos e fazer girar o motor da economia local através da melhor indústria não poluente do mundo: o turismo.
Também não se pode esquecer da importância do Porto.

*O advogado Welinton Andrade Silva é jornalista, formado em direito,

administração de empresas, Rádio e TV e agrimensura.

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