Em julgamento político, vereadores reprovam contas de Antonieta

Sessão Camara_ Pag. 03 (600 x 450)Não adiantaram as conversas que a ex-prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) teve reservadamente com os vereadores durante a semana anterior nem o discurso de quase uma hora que ela fez em sua defesa no plenário da Câmara, por 14 votos contra dois, os vereadores reprovaram as contas de Antonieta referentes ao exercício de 2010 em sessão bastante tumultuada realizada na última terça-feira (11).

Tumulto
A presença de Antonieta no plenário da Casa foi motivo de hostilidade entre seus simpatizantes e grupos que hostilizavam a ex-chefe do Executivo que ocupavam as galerias, exigindo a intervenção da Guarda Civil Municipal em vários momentos.

Julgamento Político
Embora o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tivesse emitido parecer técnico favorável à aprovação do balanço, os vereadores, a quem cabem fazer julgamento político, optaram pela rejeição da matéria.

Risco de Punição
Os votos contrários vieram dos dois representantes do PMDB no legislativo, Luciano Tody e Joel Agostinho, que seguiram orientação da executiva municipal da legenda, sob risco de punição em caso de desobediência.

Presidente
Já o presidente da Câmara, vereador Edilson Dias (PT), não pôde votar a matéria, haja visto que o regimento interno da Casa só prevê a deliberação do chefe do legislativo quando há necessidade de desempate.
Ainda assim, ele fez questão de manifestar sua opinião consonante à reprovação das contas, a exemplo da maioria dos edis. “Eu votaria pela reprovação, exatamente como fiz na análise das contas de 2009, quando não era presidente”, enfatizou Dias.

Votos
Votaram pela rejeição das contas os vereadores: Andressa Sales (PSB), Carlos Eduardo Vargas (PSB), Juninho Eroso (PP), Mario Lúcio (PR), Bispo Mauro (PRB), Sérgio Santa Cruz (PRB), Nicolaci (DEM), Pastor Sargento Marcos (PSB), Naldo Perequê (PPS), Ze Teles (PPS), Doidão (PPS), Peitola (PSDB), Nequinho (PMN) e Raphael Vitiello (PSDB).

Circo
Pelas redes sociais a ex-prefeita agradeceu os militantes do seu partido pela presença na sessão apesar de saberem que “o circo já estava armado” e que a questão foi meramente política, com caráter de disputa. “a gente não pode se acovardar porque tem consciência da nossa atitude e de tudo aquilo que a gente construiu para a nossa cidade”, declarou Antonieta que deixou o prédio da Câmara por uma saída lateral.

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