Grupo de trabalho vai agilizar demandas com a Codesp

Reunião Codesp (600 x 421)Em reunião realizada na última quinta-feira (5), o prefeito de Guarujá, Válter Suman, apresentou à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) uma série de demandas que estão pendentes e afetam várias áreas do Município.
Ele propôs a criação de um grupo de trabalho para traçar metas de curto, médio e longo prazo a fim de resolver essas questões, o que foi aceito pelo presidente da Codesp, José Alex Botelho de Oliva.
Também participaram da reunião o superintendente de Desempenho, Riscos e Conformidade da Codesp, Ozoni Argento Júnior; além dos secretários municipais de Desenvolvimento Econômico e Portuário, Alexandre Trombelli; Habitação, Marcelo Mariano; de Infraestrutura e Obras, Adilson Jesus, e seu adjunto, Cláudio Rodrigues; além do adjunto de Planejamento e Gestão, Mário Shiraichi.
Segurança Portuária
Na reunião foram discutidos os recentes acidentes que impactaram a região, além de seus reflexos e ações preventivas. No dia 6 de maio, por exemplo, um navio de 333 metros colidiu lateralmente com as balsas FB-18, FB-19 e FB-28, o que reduziu a capacidade de operação da travessia de oito para cinco balsas. Já em novembro do ano passado, um navio graneleiro com aproximadamente 190 metros quase invadiu a histórica Fortaleza da Barra.
Diante disso, a Prefeitura propõe a criação de um perímetro de segurança, que vai da Fortaleza da Barra ao Armazém 37. Nesse trecho haveria diminuição da velocidade; seria evitado o fluxo simultâneo e criado um espaçamento de ao menos 10 minutos entre a entrada e saída de embarcações, a fim de não comprometer a travessia de veículos.
A Codesp solicitou que a Prefeitura protocole na companhia um documento técnico com essas demandas, a ser apresentado na próxima reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP).

Pátio
Na reunião, também foi discutida a construção de um estacionamento público para carretas na área da Codesp, e foram sugeridas duas áreas: uma da própria Codesp no Sítio Conceiçãozinha; e outra da União, às margens da Rodovia Cônego Domênico Rangoni – sobre a qual o prefeito protocolou ofício, atendendo a pedido dos caminhoneiros.
“Protocolei ofício junto ao presidente da Codesp solicitando a retomada das tratativas em relação à utilização de uma área da SPU às margens da Cônego Domênico Rangoni. Esse local teria capacidade para até 1.500 caminhões”, afirma o prefeito.

Avenida Perimetral
Outro assunto em destaque foi a construção da segunda fase da Av. Perimetral, solução aguardada para segregar de vez o trânsito portuário do trânsito urbano em Vicente de Carvalho, separando caminhões e outros veículos pesados dos automóveis.
O projeto da obra foi apresentado ao prefeito em outubro de 2017, em reunião com o ministro dos Transportes, Portos
e Aviação Civil, em Brasília. De acordo com o projeto, o tempo estimado para a construção é de 39 meses, ao custo de R$ 400 milhões – valor incluído na LDO de 2018 da União. “A expectativa é que a licitação ocorra ainda neste semestre”, afirma o prefeito.

Favela-Porto-Cidade
A Prefeitura também colocou em pauta a quitação de seis parcelas (em torno de R$ 2,5 milhões) referente ao projeto Favela-Porto-Cidade, bem como a solução de pendências acordadas em reunião realizada em outubro do ano passado – e que não avançaram desde então.

Urbanização
Outro projeto apresentado é a urbanização de uma área da União onde estão as linhas de transmissão, em Vicente de Carvalho. A intenção é que o local seja revitalizado pela companhia.
A partir de agora, todos esses assuntos serão tratados por um grupo formado por técnicos da Prefeitura e da Codesp.

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