Guarujá completa 82 anos de emancipação sem comemorações

Moradores de rua2 (600 x 439)Pelo menos numa coisa, a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) é coerente. Como não fez nenhuma grande obra mesmo, nos seus quase oito anos de governo, não teve nenhum mega show para comemorar o aniversário de 82 anos de emancipação político-administrativa de Guarujá, que aconteceu na última quinta-feira, 30 de junho. Sem festas  juninas, sem decoração de Natal e sem Desfile Oficial de Carnaval, a população nem reparou a falta de eventos em comemoração à data.

Pior que não deixar obras, a prefeita ainda paralisou as poucas que estavam em andamento, o que foi motivo CEI na Câmara Municipal, como o conjunto ônibus quebrado (450 x 600)habitacional do Parque da Montanha, hoje saqueado, e o Pier do Perequê, entre outras. Promessas de campanha foram muitas nas suas duas eleições, desde a ponte ligando Guarujá a Santos, que teve até inauguração de maquete e que depois virou túnel, até o sempre falado aeroporto metropolitano que continua no papel. Os comerciantes de Vicente de Carvalho continuam esperando desde a reurbanização e cobertura do calçadão da Avenida Thiago Ferreira até a implantação da Zona Azul no corredor comercial. Quando teve dinheiro, gastou mal e o melhor exemplo foi a verba gasta no Estádio Municipal para receber uma seleção de futebol de segunda linha, a Bósnia, que usou o equipamento para treino só duas vezes e o “legado da Copa de 2014” hoje não serve nem para jogos de divisões inferiores por falta de pára-raios.

Os serviços públicos entraram em colapso, falta zeladoria na manutenção de vias, mato nas praças e falta de iluminação desde as praias até as principais avenidas, um dos motivos  que aumentaram, em muito, o crescimento da criminalidade e a sensação de insegurança que domina os moradores e espanta os Parque da Montanha3 (600 x 338)visitantes e veranistas. Sem uma ação efetiva de ações sociais, aumentou também, consideravelmente, o número de moradores de rua e pedintes.

Na Saúde há falta de médicos, equipamentos e remédios em praticamente todas as unidades e na Educação pipocam os escândalos, ora envolvendo irregularidades na compra da merenda escolar (quem não se lembra das melancias a R$ 30,00), ora na compra de aparelhos de ar-condicionado. Chegamos na metade do ano e muitos alunos ainda não receberam material escolar ou os uniformes, mas o Praça Fraternidade (600 x 450)contrato com a Unaerp, instituição da família da secretária de Educação, que só iria vencer em 2017, foi antecipado e renovado por mais 25 anos. 

Falando em contrato, outro pendente é o da Translitoral, que já vai para o segundo contrato emergencial e a prefeitura empurra com a barriga a licitação para que a população possa ter um transporte decente, limpo, com ônibus novos e sem longas horas de espera.

Por isso é que não temos nada para festejar, além de só faltarem 180 dias para o fim dos “quatro melhores anos” prometidos pela prefeita, mas temos sempre a esperança  que, com as eleições que se aproximam, nossa população eleja representantes que a represente de fato e todos possam sonhar que, num futuro próximo, a gente possa ter motivos para comemorar.

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