“Guarujá vai entrar numa fase de muitas obras e a prefeitura está sem técnicos”

Dirceu Marçal (600 x 548)Sobre a denúncia da possível contratação de uma empresa pela Secretaria de Infraestrutura e Obras e a Secretaria de Habitação para gerenciar as obras da cidade, no valor R$ 4 milhões, nossa reportagem conversou com o titular da pasta de Infraestrura e Obras, Dirceu Marçal.
“Guarujá vai entrar em uma fase de muitas obras na cidade, a Adin que foi promovida pelo Ministério Público no ano passado, no final do governo anterior, desfalcou o corpo técnico das secretarias e esses profissionais eram importantes para que o poder público pudesse cumprir suas obrigações e os efeitos disso nós estamos sentindo agora, uma dificuldade muito grande por falta de engenheiros, no meu caso aqui na secretaria, que só tem seis engenheiros e alguns deles em fase de aposentadoria. A secretaria tem seis topógrafos e seis auxiliares, mas por falta de equipamentos, os disponíveis estão velhos ou fora de uso, ficam em serviços internos. Enquanto não for feito um concurso público, que é intenção da administração, nós vamos precisar desse gerenciamento, de uma empresa que venha nos fornecer essa mão de obra que é extremamente necessária para a gente fazer, no caso do Planejamento os projetos e no caso da secretaria de Obras, a fiscalização das obras desses projetos. Para o ano que vem, está prevista a execução de 43 novos projetos, são muitas obras e quantidade de funcionários e técnicos que a prefeitura tem hoje não teremos condições de tocar essas obras e como todas elas são convênios, no caso com a Agem, com o Dade, do governo estadual, Caixa Econômica, no nível federal , são exigidos, cada vez mais, relatórios que dispendem muito tempo desse corpo técnico. È importante que se ressalte que quando um engenheiro vai fiscalizar uma obra ele não vai simplesmente olhar, ele tem que fotografar toda a obra e detalhar, descrever num relatório todas as etapas de execução para enviar para cada um desses órgãos.”

Questionado também sobre as obras paralisadas dos quiosques da Enseada, o secretário explicou que a prefeitura está se empenhando para entregar os equipamentos dentro do novo prazo dado pela Justiça de 60 dias, mas deixou claro que jamais aconselharia o prefeito a assinar um contrato como o que foi feito pela administração anterior: “Aquilo é uma pegadinha. Não ficou bom, nem vai ficar. Estou sendo sincero, eu sou arquiteto e tenho uma outra visão, gosto das coisas que são práticas e tenham uma qualidade visual bonita, principalmente no entorno.”

Avaliação

“Além desses problemas estruturais como falta de equipamentos e de técnicos, o prefeito Válter Suman pegou a cidade com uma dívida de quase R$ 200 milhões, ao contrário do que a ex-prefeita declarou que terminou o mandato com dinheiro em caixa, além de estarmos vivendo um período de crise nacional que inviabiliza investimentos maiores do Estado e do governo federal, mas mesmo com toda a dificuldade, estamos terminando as obras da Avenida Antenor Pimentel, da Avenida Raphael Vitiello, as obra de reurbanização da Praia das Pitangueiras, abrindo aquelas ruas que eram calçadões, o que vai melhorar bastante o fluxo de veículos e até a segurança, principalmente na temporada. Outra obra importante, ainda no Centro é a da Rua Petrópolis que inclui a drenagem. Por conta da falta de drenagem, também estamos reprogramando a pavimentação de algumas ruas em Vicente de Carvalho e aguardando aprovação do Dade porque esta etapa das obras não foi prevista nos projetos aprovados pela administração anterior.

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