Inelegível e com candidatura indeferida, Farid pode optar por projeto pessoal ou de construção de um forte grupo político

Há algum tempo escrevo, na imprensa e nas redes sociais, e falo na TV sobre a sucessão da prefeita Antonieta, que fez um governo horrível para Guarujá. No páreo, nada menos que onze candidatos.
Também há algum tempo desconfiava da “candidatura” de Farid Madi, do PPS, a prefeito. Até pessoalmente alertamos o ex-prefeito que ele enfrentaria mares tortuosos numa eventual candidatura, especialmente na Justiça.
Há cerca de um ano, o ex-prefeito chegou a integrar o grupo que apoiaria o candidato a prefeito Gilberto Benzi, do PSDB, que foi seu companheiro de partido no PDT e o apoiou por anos.
Entretanto Farid, em seguida, optou por levar seu próprio nome para as ruas como pré-candidato, de forma tímida. Parecia temer algo. Benzi também se firmou na sua candidatura solo a prefeito. Continuaram amigos.
Política, sabemos, é feita por sinais e gestos. E os sinais eram claros, a esposa de Farid, ex-deputada Haifa Madi, até então sumida do foco político e social, começou a aparecer ao lado do marido em reuniões políticas de candidatos nos bairros e mesmo em festas.
Em tom de descontração no Jantar da OAB, chamei Haifa de “prefeita” na presença de Farid. O casal sorriu. Mas não negou.
No prazo legal, o ex-prefeito encaminhou seu registro de candidatura, mas não agia como candidato de corpo e alma, de fato e de direito. Faltava algo.
No domingo, veio a público a decisão do juiz de direito eleitoral da Comarca de Guarujá, Dr. Gustavo Gonçalves Alvarez, que acolheu impugnação apresentada pelo Ministério Público e outros, declarando a inelegibilidade de Farid Madi e o indeferimento do registro da sua candidatura.
Da sentença cabe recurso, entretanto, apesar da celeridade dos prazos eleitorais, a eleição transcorre de forma ainda mais célere e, se Farid recorrer da sentença, corre o risco de ganhar a eleição e não levar, pois as decisões superiores podem vir após a eleição que ocorrerá em menos de trinta dias, em 02 de outubro. Aí, Inês é morta.
Como em política não há vácuo, surge quem como opção para ocupar a vaga de candidato de Farid? Sua esposa Haifa Madi, como deixavam transparecer os gestos e sinais políticos relatados.
No momento em que escrevo o presente texto, Haifa ainda não foi oficializada como candidata de Farid. Mas está bem encaminhada para isso.
Em Haifa se confirmado candidata do ex-prefeito, confirmará informações de bastidores dos meios políticos, que dizem que o ex-prefeito Farid não joga em grupo.
Farid conseguirá transferir o total do seu prestígio político para Haifa? Não há como prever.
Entretanto, nos bastidores, é dado como certo que, se Haifa for para o segundo turno, serão “todos contra um (a)”.
Se apoiar Haifa, na avaliação de observadores, mais uma vez, o ex-prefeito terá escolhido um projeto pessoal em detrimento de companheiros do próprio partido ou mesmo de ex companheiros que estão em outros partidos e com o apoio de Farid, ganhariam a eleição e formariam um grupo forte e coeso para administrar a cidade.
Agora, só nos resta esperar e torcer pelo melhor para a cidade.

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