Maior parte dos problemas de alagamento poderá estar resolvida em dois anos

Chuva Dom Pedro (600 x 546)Em até dois anos, as tradicionais chuvas da estação não deverão causar tantos problemas de alagamento em Guarujá. A expectativa é de que mais de 60% das situações que hoje causam alagamentos na Cidade estejam resolvidas nesse prazo. Isso será possível devido a um trabalho que teve início em janeiro de 2017, quando foi criado, por decreto do Executivo Municipal, o “Núcleo de Combate às Enchentes”. Trata-se de um grupo técnico formado por representantes das secretarias de Governo, Planejamento, Infraestrutura e Obras, Serviços Urbanos, Defesa e Convivência Social e Assistência Social, que tem como missão estudar profundamente a questão das enchentes e propor medidas de curto, médio e longo prazos. Na época, estudos iniciais apontaram que a limpeza dos canais de drenagem pluvial nos bairros da Cidade eram a primeira medida a ser tomada, e assim foi feito. Além de permitir que a água coletada fluísse mais rapidamente, sem obstáculos no interior do canal, a questão da limpeza e o efeito visual começaram a mostrar que a manutenção e zeladoria da Cidade haviam sido retomadas, entretanto, outras medidas precisariam ser adotadas em continuidade aos trabalhos de manutenção da Cidade como um todo. Porém, o problema demandava ações mais fortes de planejamento de médio e longo prazos. Hidrojato Após estudos financeiros no ano passado, a Prefeitura optou por adquirir caminhões hidrojato em vez de locá-los. Com isso, foram adquiridos três caminhões, que estão em fase de montagem dos tanques e bombas de pressurização. Aprovação de leis Outro fator fundamental para acabar com o problema de alagamentos e enchentes em Guarujá foi a aprovação de leis municipais que compõem o “Sistema de Saneamento Municipal”, ou seja, o “Plano Municipal de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos”, o “Plano Municipal de Saneamento Básico” e o “Plano Municipal de Gestão da Macrodrenagem”. Trata-se de um trabalho do Executivo Municipal, que, em conjunto com a Câmara Municipal de Guarujá, aprovou essas ferramentas essenciais para obtenção de convênios e recursos financeiros para a elaboração de projetos e obras que atendam todas as vertentes do saneamento básico de uma Cidade. Recursos Ainda em 2017, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplan) cadastrou no Ministério das Cidades, no “Programa Avançar Cidades”, e também no programa de financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) “FINISA”, as quantias de R$ 77,5 milhões em cada órgão para atender obras de macrodrenagem – quantias que se encontram em análise e tramitação. No Ministério das Cidades a Prefeitura aguarda a aprovação para obras no Bairro do Santo Antônio (Bacia do Rio Santo Amaro), e na CEF para os bairros Jardim Las Palmas, Helena Maria, Santa Rosa I, II e III e Vila Lygia, todos da Bacia do Rio do Meio. Os convênios contemplam obras de macrodrenagem nos canais existentes, construção de novos canais, piscinões, diques, manutenção e ampliações das tubulações e redes de drenagem subterrâneas, obras de microdrenagem em guias e sarjetas, caixas e bueiros, desassoreamento dos rios e repavimentações nas áreas de influência das referidas obras.

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