Não se iluda, as eleições para deputado do ano que vem serão a continuação da guerra eleitoral do ano passado. Nada mais

*Dr. Welinton Andrade Silva

Na questão política, os primeiros meses da gestão Suman demonstram, de forma clara como será o ano que vem, quando teremos eleições para deputado federal e estadual… A primeira sessão do ano na Câmara foi um aperitivo, um sinal, um aviso.
Politicamente, a cidade está dividida literalmente pela votação das eleições de outubro passado onde o prefeito Suman, do PSB, teve 50,84% dos votos válidos e sua opositora Haifa Madi, do PPS, 49,16%. Em números reais, Suman teve 79.702 votos e Haifa 77.056. Uma diferença de exatos 2.646 votos. Some-se a essa divisão, o número parecido de eleitores (mais de 60 mil) que não votaram, votaram em branco, ou anularam seus votos.
Mas urna é matemática e o prefeito Suman ganhou. Entretanto, política é ciência humana e governar também não é matemática, é política, administração.
Os times estão se formando com alguns de seus aspirantes flutuando entre lados oponentes, de acordo com a conveniência do momento e interesse.
No grupo do prefeito, os potenciais candidatos no momento são: os secretários Gilberto Benzi, do PSDB, e Sidnei Aranha, do PC do B. A vereadora e líder do governo na Câmara, Andressa Salles, do PSB, também está se viabilizando.
Outro grupo é o formado pelo ex-prefeito Farid Madi e a ex-deputada Haifa Madi, ambos do PPS. Haifa inclusive já assumiu o cargo de coordenadora do escritório de São Paulo, do Ministério da Cultura. Nesse grupo, ou bem próximo a ele, estaria também o presidente da Câmara Edilson Dias, do PT, que ganhou a eleição com dois votos do PPS de Farid Madi.
Esses são apenas alguns nomes. Outros existem e alguns serão lançados no futuro. Alguns deles até com força política considerável. Tudo sem esquecer o fantasma da ex-prefeita Antonieta de Brito, do PMDB, que, se for esquecida por seus adversários, poderá dar trabalho.
Se a cidade andar para frente, presume-se que os candidatos apoiados pelo prefeito sejam bem votados nas urnas. Portanto, favoritos.
Entretanto, se o governo patinar ou for mal, será a chance que a oposição aguarda para demonstrar força e comprovar a “divisão” política da cidade pela contagem e percentual de votos de cada candidato na eleição de 2016.
Na verdade, a eleição do ano que vem já está nas ruas. À surdina, mas está. Todas as ações atuais dos políticos já visam a eleição de deputado do ano que vem.
Seguindo na análise, se o governo Suman eleger deputado, estará pavimentando o seu caminho com maior tranquilidade rumo à reeleição. O contrário também é verdadeiro: elegendo-se algum candidato da oposição, a atual administração ficará fragilizada vulnerável pois haverá um exponencial crescimento das críticas ao governo, agora, amparada em números e votos.
Em outubro de 2018, portanto, acontece o primeiro julgamento, a primeira avaliação oficial do governo Suman e o segundo round da eleição passada. Ou não é isso?

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