O desafio do diálogo

Empossados presidente e governadores, é tarefa urgente dos novos mandatários liderarem um amplo esforço para identificar as prioridades de estados e da União. Há um sem número de desafios a esperar pelos gestores: da retomada do crescimento econômico à segurança, passando por áreas sensíveis nas quais a presença do poder público é imprescindível, como saúde e educação.
Os novos representantes deixam para trás uma disputa no centro da qual figurou o desejo de renovação expresso pelo eleitorado e começam a colocar em prática a agenda com a qual se saíram vitoriosos. Não podem esquecer, todavia, que governam para todos e todas e não apenas para os seus seguidores. Eleitos pelo povo, terão de aprender a conviver permanentemente com o debate. É assim que uma democracia saudável funciona.
Como discurso inicial, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez bem em colocar no horizonte de sua gestão a construção de um país sem discriminação, num aceno à união dos brasileiros. Esse é o aspecto positivo de seus dois pronunciamentos inaugurais, no Congresso e no Palácio do Planalto.
Militar reformado que se tornou o 38º chefe do Executivo nacional, Bolsonaro tem obstáculos pela frente que lhe exigirão uma habilidade sem a qual o novo mandatário estará em dificuldades: o diálogo. Ao vestir a faixa presidencial, o deputado federal não é mais o parlamentar que se lançou por um partido nanico, com um discurso de forte viés ideológico e derrotou protagonistas de peso da cena política nacional. É o presidente de milhões de brasileiros de todas as cores, credos, gêneros e ideologias, goste-se ou não delas.

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