Obra do píer do Perequê não tem previsão para ser finalizada

pier-linkguaruja-600-x-320A construção do píer na Praia do Perequê, que já está há mais de seis anos parada, é a principal queixa dos moradores do local. A estrutura da obra começou a ser planejada em 2006, quando foi estabelecido um convênio com o Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal. Após a elaboração do projeto e obtenção das licenças ambientais para a obra, foi lançado o primeiro edital de licitação do píer, em julho de 2009, a qual resultou em deserta, sem empresas interessadas.
Em novembro de 2009, uma segunda licitação alcançou sucesso, porém devido a entraves na concessão de licenças ambientais e dificuldades entre a Caixa Econômica Federal e a empresa vencedora da licitação referente ao plano de trabalho a ser aplicado, a obra foi paralisada, resultando no trecho que até o momento está concluído. A partir disso, a Caixa concedeu o contrato desfeito, sem ônus em relação ao repasse, bem como a empresa também se desinteressou pela prorrogação do contrato. Respeitando o Tribunal de Contas e a Advocacia Geral da União, foi encerrado o contrato com o Governo Federal.
Atualmente, um convênio estabelecido com o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade) no fim de 2014 encontra-se em vigor, com o valor de R$ 7.820.589,27, já com a primeira parcela depositada em conta específica para a continuação das obras do píer. O processo passa por atualizações para que, posteriormente, seja lançado um novo processo licitatório.

Nova licitação
A Administração Municipal informa que quatro licitações resultaram “fracassadas”, por falta de empresas interessadas ou em razão de que as licitantes que participaram do processo não atenderam aos critérios estabelecidos pelo edital. Desta forma, um novo processo está em fase de ajustes, no que diz respeito a planilhas orçamentárias, projetos e licenças ambientais, entre outros, fundamentais para nova licitação

Acidentes
Em meados de 2012, uma garota teve fratura exposta no joelho e o fêmur rompido após cair da atual estrutura, que não possui sinalização de segurança. De acordo com os munícipes, os acidentes são comuns. “O píer não avançou conforme o determinado, mas partes da estrutura e ferragens foram instaladas na água. Muitos caem por descuido e outros não têm noção do perigo e usam a estrutura para saltar na água. Entra ano e sai ano e a situação segue muito perigosa por aqui”, aponta um morador da comunidade.

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