Para DERSA, “tarifas baratas” são responsáveis pelos transtornos nas travessias

Pág. 03 GCM Fila da balsa_corte (600 x 439)Entra ano, sai ano e a situação é a mesma em Guarujá, evidenciando o descaso do Governo do Estado com a cidade, e nessa primeira semana de 2018, não foi diferente. Pedestres que se utilizam das lanchas em Vicente de Carvalho e motoristas que optam pela travessia de veículos sendo obrigadas a esperar horas, seja para irem para o trabalho, ou para retornarem para Santos.

Balsas
A situação chegou a indignar os motoristas que desde a última terça-feira (2) enfrentam filas enormes que chegavam à Avenida Puglisi, no Centro.
Os congestionamentos foram motivos de algumas desavenças entre motoristas, muito trabalho para os agentes de trânsito e atrapalhou a vida de moradores, que seguiam para casa após cansativo dia de trabalho dentro do transporte público. Há anos, a população cobra planejamento da Administração e da DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A – no sentido de minimizar o sofrimento.
No início de fevereiro ano passado, uma das primeiras ações do prefeito Valter Suman (PSB) foi exigir da DERSA a adoção de medidas para a redução do tempo das travessias (manter nove balsas operando) e melhoria das embarcações. Chegou a dar 48 horas para que a empresa apresentasse soluções, inclusive as embarcações que fazem a travessia Vicente de Carvalho/Santos, que se encontravam com os aparelhos de ar-condicionado danificados.
Ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), Suman denunciou excessivo tempo de espera na fila; informações imprecisas e confusas aos usuários pelos meios de comunicação da empresa; precárias condições do terminal das barcas em Vicente de Carvalho e ausência de manutenção das embarcações destinadas a pedestres. “Estamos pedindo a ligação seca (túnel) entre Guarujá e Santos e rigorosa fiscalização dos serviços de balsas”, alertava.

Multa
Em 2015, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) sentenciou em segunda instância a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) e a diretora municipal de trânsito, Quetlin Scalione, por falta de fiscalização na travessia. A ação foi movida por associações de usuários do transporte. O problema apontado era o mesmo que perdura anos: falta de fiscalização por parte de agentes de trânsito, com relação aos motoristas que desrespeitam a fila da balsa, os chamados “fura filas”.

Promessas
Antonieta e diversos políticos da Baixada Santista também foram iludidos com as promessas do Estado. Numa de suas idas e vindas à Baixada, o então governador de São Paulo, José Serra (ex-ministro do Governo Michel Temer), prometeu uma ponte que ligaria Santos a Guarujá. Depois, já sob a ‘batuta’ de Geraldo Alckmin, a promessa era de um túnel submerso, cuja licitação até hoje também não saiu da gaveta.

Guarda Municipal
A Secretaria de Defesa e Convivência Social de Guarujá, por meio da Diretoria de Transporte e Trânsito e da Guarda Municipal, vem atuando intensamente quando foram registrados focos de congestionamento em diversos pontos de Guarujá e até mesmo de Vicente de Carvalho.
“Entretanto, o congestionamento na Cidade foi apenas um reflexo de outros problemas que não são da alçada municipal, como na travessia de balsas e na rodovia Cônego Domênico Rangoni, que estavam muito congestionadas, o que acabou acarretando um movimento excessivo de veículos dentro do município”, justificou a Administração.
Visando minimizar estes problemas, os órgãos municipais competentes tentaram dar vazão ao fluxo de veículos, com a presença de agentes de trânsito e guardas municipais em locais estratégicos, orientando e multando os motoristas que estavam cometendo algum tipo de infração.

Dersa
A DERSA informou que disponibiliza oito balsas e que o número é o máximo comportado pelo sistema de atracadouros. A capacidade é superior a 800 veículos por hora em cada sentido.  Quanto à solução definitiva, que seria a ligação seca, julga importante a implantação do túnel entre ­Santos e Guarujá, porém é ­preciso que haja segurança ­financeira para executar um ­empreendimento desta complexidade, em pleno momento de crise econômica em que se encontra o País.
Revela que o Governo do Estado já contratou e concluiu o projeto executivo, a revisão técnica e o licenciamento ambiental prévio do túnel. Até este momento, no entanto, não houve por parte do Governo Federal autorização para a contratação do financiamento.
Quanto ao tempo de espera acima do razoável, como ocorreu terça-feira (2), quando na margem do Guarujá chegou a duas horas, os registros são pontuais.  “Mesmo com o intenso movimento da alta temporada de verão, na maior parte do período, a travessia opera dentro do limite considerado normal para o serviço, que é de 15 minutos”, garante a DERSA, ressaltando que o sistema é subsidiado pelo Governo e não gera lucro. “É deficitário, pois a tarifa é uma das mais baratas do Brasil quando comparada com outras travessias”, finaliza.

 

Demora na travessia de pedestres
paicará cópia (600 x 386)é motivo de reclamações

Na manhã de sexta-feira (5), das 7 às 12 horas, o serviço de travessias entre Vicente de Carvalho e Santos deixou de contar com a barca Paicará, a de maior capacidade, por problemas técnicos. A situação criou uma espera de aproximadamente 1h30, segundo os passageiros que aguardavam pelo transporte.
Durante o horário de pico da manhã estavam disponíveis apenas as embarcações Canéu com capacidade para 190 usuários, a Itapema, também 190 e a LS-03, a única nova das três novas em operação capacidade para 320 pessoas, mas as três somadas, não têm condições de receber o número de passageiros que a Paicará transporta, 728.
A Paicará foi retirada de operação por medida de segurança e liberada por volta do meio dia após manutenção, conforme a Dersa, que não deu informações sobre o problema as embarcação. (Com informações de A Tibuna e DL)

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