Para eleitor, excesso de regras legais deixam a campanha sem graça

As mudanças radicais promovidas por leis, resoluções e regulamentos nas eleições atuais, especialmente a proibição do financiamento privado, o encurtamento da campanha em dias e o excesso de normas legais estão produzindo uma nova realidade para a política nas cidades.
Estamos a exatos quinze dias das eleições e pouco se vê de campanha dos candidatos, salvo algumas bandeiras, adesivos de carro e distribuição de santinho: tudo normatizado e regulado pela legislação eleitoral nos seus limites máximos de tamanho ou dimensão.
A legislação eleitoral é fruto ou resultado da vontade e votação do Congresso Nacional, onde deputados federais e senadores com seus votos parlamentares, aprovam ou revogam a legislação pátria.
E a quem as modificações no processo eleitoral interessam e beneficiam? A eles próprios, é claro. Afinal já são conhecidos do eleitor.
Com menos tempo para fazer campanha e sem dinheiro, eu pergunto, como um candidato novo vai conseguir ganhar de outros que já detém mandato? Só com muito trabalho e um pouco de sorte na hora de escolher o partido ou coligação.
Nas mudanças efetuadas na legislação eleitoral, claramente, os parlamentares votaram e atuaram em causa própria.
No Guarujá, deve haver mudança significativa na composição da Câmara de vereadores pela formação dos partidos, onde vários deles não admitiram a filiação dos atuais vereadores visando justamente oferecer oportunidade para o surgimento de novos nomes na política.
Há coligações proporcionais com seis vereadores, com previsão de eleger apenas dois (talvez mais um na sobra). Só nessa coligação, pelo menos três dos atuais vereadores ficarão fora, não pela mudança da legislação mas sim pela formação das coligações.
As novas regras eleitorais no tocante a proibição de financiamento privado, deve levar candidatos com recursos ou amigos endinheirados, à compra de votos na já conhecida boca de urna.
Já escrevi sobre o tema e reforço que a presente campanha deverá ser a que haverá mais compra de votos. No mercado negro, fala-se em candidatos que pagariam até R$ 150,00 por cada voto do eleitor.
Mesmo com quase tudo contra os novos candidatos, na visão de analistas, a renovação na Câmara de Guarujá deverá ser superior aos 50%.
Um detalhe importante que também acaba por deixar a eleição “sem graça” como dizem os eleitores é o fato de as emissoras de rádio e TV não poderem, por lei, criticar ou elogiar candidato, partido ou coligação. Ou seja, a norma amordaça a imprensa durante os 45 dias de eleição.
As redes sociais e Internet têm sido as opções para os candidatos e eleitores desabafarem. Mesmo assim, a lei eleitoral impõe algumas restrições aos candidatos, entre elas a proibição de impulsionar (pagar) suas postagens.
Para as próximas eleições, o leitor pode esperar mais regras que, talvez, restrinjam ainda mais a participação de candidatos na Internet.
Lamentável mas é assim, com mordaça e privilégios aos que detém o poder, que se faz Democracia no Brasil.demos analisar está posto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

completar *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>