Perito vai analisar planilhas do transporte público

Sergio (395 x 600)A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga supostas irregularidades nos aumentos tarifários que ocorreram no transporte público desde 2006 definiu as ações iniciais que o grupo adotará ao longo dos próximos dias. “O eixo central dos trabalhos será a análise das planilhas de custos que justificaram os reajustes tarifários ocorridos nos governos Farid Madi e Maria Antonieta de Brito e para isso já pedimos ao presidente da Câmara que contrate um perito técnico contábil para dar o seu parecer e se forem constatadas irregularidades, será elaborado um relatório e a denúncia será levada á imprensa, ao plenário da Casa e enviado ao Ministério Público”, explica Sérgio Santa Cruz (PRB), presidente da Comissão que também é composta pelos vereadores Fernando Peitola (PSDB) e Naldo Perequê (PPS).
Ainda conforme o vereador, é a primeira vez que se recorre a esse tipo de peritagem, porque já houve um encaminhamento ao Ministério Público que não foi aceito por falta de um parecer técnico.

Farra dos cartões
Embora a CEI seja específica sobre o aumento das tarifas, Santa Cruz também esclareceu que a empresa concessionária não perde nunca, porque não existe gratuidade no Transporte, as passagens de idosos, deficientes e o Passe Livre são pagos pela prefeitura e ele cobra da administração um recadastramento para avaliar o número real de pessoas que se utilizam dos benefícios e acabar com as fraudes. Ele acredita que perto de 50% dos cartões são distribuídos de maneira irregular, “Farra dos cartões”, como definiu o abuso.

Licitação
A propósito dos vereadores rejeitarem a redução de 15 anos para oito anos a validade do contrato, ele foi categórico: “Você só vai ter qualidade no transporte público da cidade se a prefeitura der condições para os empresários investirem e visualizarem um retorno desse investimento. Isso passa por uma malha viária boa, um plano de mobilidade urbana adequado com corredores viários e uma CET com um número maior de funcionários para fiscalizar. Ninguém vai vir para cá para ser bonzinho. Uma empresa séria que queira prestar serviço de qualidade precisa de condições e prazo para recuperar esse dinheiro. Oito anos é muito pouco, acredito que 15 anos mais 15 anos é o necessário para dar a população wifi que funcione, veículos novos e com ar condicionado, como os usuários exigem.

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