Prefeita Antonieta quer que Sabesp tenha “Monopólio da Água” por até sessenta anos

*Dr. Welinton Andrade Silva

      Guarujá possui problemas que se perpetuam, e difíceis de serem derrubados ou solucionados. Vejamos a questão do transporte público, operado na cidade pela mesma empresa (com mudanças de nome) por décadas. Agora, no final do governo Antonieta não estranhe se a administração vier com uma historinha de que vai “quebrar o monopólio da Translitoral”.

      Se vier será falácia. O que estaria sendo armado é a vinda de outra empresa para a cidade, não para concorrer com a Translitoral, mas sim para ficar com linhas intermunicipais, que não dariam lucro para a empresa de Guarujá e, portanto, não interessam.

      Em ano de eleição e fim de governo também temos falta de médicos, saúde em frangalhos, falta de creche, entrega atrasada de material escolar, não entrega de uniforme escolar, bens de agentes públicos bloqueados pela Justiça,  e vem a administração Antonieta e paga a preço de ouro publicidade no horário nobre de um avião aterrissando em local parecido com a Base Aérea, sendo que o aeroporto, pelas informações que temos, ainda não possui nem autorizações do meio ambiente (EIA/RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental).

      A atual administração ainda não publicou nada sobre a ponte-túnel interligando Guarujá a Santos, por essa promessa já ser velha e bem conhecida como estelionato contra eleitorado.

    Entretanto, a administração da prefeita Antonieta conseguiu se superar. Explicamos. Após quase oito anos de  mandato, a rejeitada administração descobriu, do nada, que a cidade precisa de forma “urgente” de um contrato com a Sabesp e a ARSESP.   

      Nesse sentido, a prefeita Antonieta enviou para a Câmara de vereadores projeto de lei que pede autorização para que a Prefeitura de Guarujá celebre contrato com a Sabesp e ARSESP para prestação de serviços de água e esgoto na cidade por (30) trinta anos, com possibilidade de prorrogação por mais (30) trinta anos.

    No mínimo estranho, uma administração de quase uma década, ao apagar das luzes, ter o interesse “urgente” em celebrar o referido contrato de até sessenta anos com a Sabesp.

      O detalhe é que a cidade nunca teve nenhum contrato com a Sabesp, nem por isso, assistimos a munícipes morrendo de sede. Além disso, a Sabesp é uma empresa muito criticada pela população, seja pela falta de água nos bairros da periferia ou pelos buracos que cava nas ruas e os deixa abertos. E ainda pela duvidosa qualidade da água que chega às torneiras dos munícipes.

      Não vamos nem escrever sobre o altíssimo valor cobrado pela péssima prestação de serviço.

      No lusco-fusco da sua administração, a prefeita Antonieta parece possuir  o desejo de perpetuar as más lembranças do seu governo por gerações.

      Não vamos nem entrar no mérito se a Câmara é ou não competente para a referida autorização para contratualização entre PMG e  Sabesp, devido à empresa possuir ações nas bolsas de São Paulo e Nova York. Por enquanto, nos referimos apenas ao absurdo de uma administração em fim de mandato desejar perpetuar um governo arrogante, prepotente e incompetente.

*O advogado Welinton Andrade Silva é jornalista,

formado em direito, administração de empresas, Rádio e TV e agrimensura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

completar *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>