Prefeitura deve assinar contrato com a Sabesp até o fim de janeiro

Até o fim de janeiro, a Prefeitura de Guarujá e a Sabesp deverão assinar o contrato dos serviços de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto — até hoje, os serviços são prestados no Município sem a oficialização do ato, apesar de a Lei do Saneamento Básico, federal, obrigar a isso desde 2007 .
A informação foi confirmada pelo diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, João Cesar Queiroz Prado, e pelo prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB). O chefe do Executivo local, inclusive, participou de uma reunião na Secretaria de Estado da Infraestrutura e Meio Ambiente, com o novo secretário, Marcos Penido, e o novo presidente da Sabesp, o professor Benedito Braga.
De acordo com o prefeito, a contratualização dos serviços deve gerar um cronograma de investimentos da ordem de R$ 1,2 bilhões, para os próximos 30 anos. Eles envolvem a construção de um reservatório de água bruta na Cava da Pedreira, em Guarujá, a construção de reservatórios de distribuição menores e a ampliação da cobertura dos serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto — dos atuais 77% do território formal, segundo a Sabesp, para 95% em até 30 anos.
Segundo Suman, a visita de ontem foi para ajeitar os detalhes finais para a assinatura do contrato. “As tratativas vêm sendo negociadas desde o início do nosso mandato. Até o final do mês devemos estar celebrando ele, buscando aquilo que almejamos, que é a segurança hídrica, com a construção da Cava da Pedreira”.
Além disso, Suman afirma que Guarujá obteve a possibilidade de desconto no pagamento da dívida do Município com a Sabesp. “A dívida é de R$ 88 milhões. Ganhamos um desconto para R$ 18 mi, que podem ser parcelados em 206 vezes”.
Na Baixada Santista, apenas Santos, São Vicente e Praia Grande já têm contratos celebrados com a Sabesp para a concessão dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Além de Guarujá, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe, que têm negociações um pouco mais adiantadas.

Verão atípico
Segundo o executivo da Sabesp, os chamados de falta de água na central de atendimento da empresa representavam apenas 0,5% do total de ligações dos consumidores. “Houve problemas pontuais, resultado de uma temporada de verão mais quente e com maior presença de turistas, não é um desabastecimento generalizado”, insiste Prado.

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