Rádio Bandeirantes denuncia falta de insulina para crianças em Guarujá

Datena Rádio Bandeirantes (600 x 600)Na última segunda-feira (14), Guarujá foi alvo de críticas negativas no programa 90 Minutos da Rádio Bandeirantes comandado por José Luiz Datena (foto), por conta da denúncia de um munícipe, o motorista Edson da Silva que conseguiu pegar apenas a metade dos medicamentos e insumos que o seu filho de 15 anos precisa para o tratamento de Diabetes. Ele acrescentou que a falta desses e outros remédios na rede pública têm sido constante e mesmo com a reclamação dos pais de pacientes inscritos no programa Docinhos, da Secretaria da Saúde, que oferece suporte para crianças e adolescentes com esse tipo de doença, o problema não foi resolvido. “A gente vai reclamar na secretária e a resposta é sempre a mesma, que estão regularizando a situação e os insumos chegam na semana que vem, mas nunca chegam”, desabafa Edson.
Conforme o jornalismo da rádio apurou, a prefeitura alegou problemas de licitação e que a distribuição dos produtos está sendo feita de forma fracionada para atender toda a demanda enquanto a situação não é solucionada, mas o repórter Agostinho Teixeira não poupou críticas ao prefeito e a prefeitura: “Prefeito Válter Suman, não dá para admitir que falte medicamento essencial, que não pode ser substituído, principalmente para as crianças e adolescentes e a resposta é sempre a mesma história, problemas de licitação. O senhor disse que iria focar sua administração na Saúde, e se esperava isso mesmo de um prefeito médico, pode ser até que a falha não seja sua, mas não adianta. O senhor é o chefe e responsável pelos atos dos seus subordinados em última análise”, criticou o jornalista.
Como não conseguimos retorno nem da assessora de comunicação responsável pela Secretaria da Saúde, nem com o titular da pasta, procuramos diretamente com o prefeito Válter Suman.
“Primeiro quero deixar bem claro que os insumos para diabéticos estão faltando no país quase todo. No mesmo dia da matéria da rádio, o Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que em vários estados estão faltando esses insumos, que têm custo elevado e dependem de processo licitatório.
No início do nosso governo, o laboratório fornecedor não vinha recebendo há um bom tempo. Houve uma discussão intensa da minha parte para que eles continuassem fornecendo pontualmente. O que compete a nós é não deixar faltar esses insumos, que são de vital importância para a vida de pessoas portadoras de diabetes e, como médico, tenho plena convicção de que nós estamos superando. O que precisamos urgentemente é implantar, em Guarujá, um processo de informatização da rede com prontuário eletrônico e de uma dispensação organizada da medicação na rede de atenção e para isso nós estamos trabalhando. Infelizmente, muitos pacientes, na ânsia de ficar sem os medicamentos, conseguem mais de uma receita e vão à Farmácia do Cidadão. Começam a armazenar remédios que, por vezes, vão faltar a outros pacientes que também necessitam.
A informatização também viria coibir desvios fraudulentos de medicamentos da rede pública para abastecer consultórios particulares. Existem evidências dessa prática que, em sendo detectadas, as pessoas envolvidas serão responsabilizadas através de processo administrativo e disciplinar e responderão frente a municipalidade e criminalmente.
Quero acrescentar também que existe uma indústria de impugnação de licitações. Já por cinco oportunidades e atendendo aos critérios do Tribunal de Contas, houveram pedidos de averiguação de impugnação de licitação. Isso retarda o fornecimento de medicamentos.
Portanto há que se admitir que faltam medicamentos, pontualmente, mas faltam, e não é só aqui. Na Baixada Santista como um todo, em centenas de cidades do Estado de São Paulo e no país de modo geral. Não estou justificando o nosso problema, mas penso que seria mais justo colocar esse debate em nível metropolitano, em nível de estado e em nível de país, não focar unicamente a cidade de Guarujá, onde a gente vem se dedicando ao máximo para melhorar o acolhimento na Saúde Pública, com presença de médicos, reforma de unidades, acolhimento e climatização.
A meu ver a crítica foi muito pontual e temos que ampliar o debate, como estou fazendo em nível metropolitano. Apresentei uma proposta ao Condesb para a criação de um consórcio metropolitano para a compra de insumos e materiais médicos. Isso iria baratear os custos para as nove cidades da região e agilizar muito mais as compras. O prefeito Mourão, presidente do Condesb acatou o meu pedido e muito em breve isso será uma realidade”, finalizou.

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