Rede hoteleira quer a volta da isenção de impostos

27085997-600-x-329Em plena crise financeira que assola os municípios por queda na arrecadação e ao anunciado corte de recursos por parte dos governos estadual e federal, a classe hoteleira de Guarujá se mobiliza para manter o privilégio de isenção fiscal do IPTU e ISS para os hotéis em troca de 250 diárias ao município. A proposta é inédita e tem como objetivo, conforme a categoria, evitar a redução de 15% nos postos de trabalho que existem hoje no setor. Lourival De Pieri, vice-presidente do Conselho Municipal de Turismo e diretor geral do Casa Grande Hotel,, explica que essa isenção já existe há mais de 60 anos, mas os vereadores optaram por revogar a isenção no ano passado por conta da crise, “Porém, é nesse período que o segmento mais precisa desse estímulo, pois somos impactados pela situação do país e essa lei nos ajuda a manter as vagas de trabalho ocupadas, até porque somos os maiores empregadores da cidade”, afirmou De Pieri em declaração à mídia regional.
A intenção dos hoteleiros é que o Executivo envie à Câmara projeto nesse sentido, incluindo a contraproposta do setor. “Queremos contribuir com a cidade e estamos oferecendo a nossa moeda de troca que são os leitos dos hotéis”, acrescentou ele. As 250 vagas em hotéis, resorts e pousadas seriam mensais e não cumulativas. Ainda conforme a categoria, isso representa R$ 1,5 milhão, calculadas 3 mil diárias de cortesia a preço médio de R$ 500,00.

Indignação
Nossa reportagem conversou com comerciantes e prestadores de serviços de diversas áreas de atividades em Guarujá e no Distrito de Vicente de Carvalho. Todos foram unânimes contra a proposta dos hoteleiros: “Esse tipo de reivindicação dos hotéis é descabida, para não dizer imoral. A cidade precisa desse dinheiro até para tapar os buracos das ruas e cuidar da zeladoria e os grandes beneficiados são eles se vierem mais turistas. A própria CDL e a ACEG, entidades que deveriam proteger os interesses do comércio local, tinham que se posicionar contra essa ideia absurda que fere a isonomia dos contribuintes. Se eles podem pagar com diárias, quem tem restaurante pode pagar os impostos com comida ou quem tem um salão de cabeleireiros pode pagar seus tributos com cortes de cabelo. Elogiamos os vereadores quando eles acabaram com essa vantagem vergonhosa dos hotéis e esperamos que eles mantenham a mesma postura e barrem esse projeto, se for enviado à Câmara no apagar das luzes dessa administração nefasta da prefeita Antonieta”, resumiu um dono de restaurante que não quis se identificar e traduziu toda indignação dos comerciantes da cidade.

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