Santo Amaro, padroeiro da Cidade

Em tempos que o nacionalismo volta a ser valorizado e a autoestima dos guarujaenses está em alta, é sempre bom resgatar nossos símbolos e valorizar nosso passado. Poucas pessoas conhecem a história do santo que dá nome à ilha onde a cidade está situada.
Mencionado em trechos da obra de São Bento, escrita por Gregório Magno, Santo Amaro, o Padroeiro de Guarujá, teria vivido no período final do Império Romano, nos anos 500, e se tornou célebre na história da ascética cristã pela incondicional obediência a Deus. Dá seu nome à ilha onde a Cidade está situada.
Há poucos registros sobre a vida do santo, mas sabe-se que seu nome original era Mauro e que foi discípulo de São Bento, o padroeiro da Europa.
Conta a história que em certa ocasião, quando fazia orações, São Bento percebeu que Plácido (irmão de Mauro), que tinha ido buscar água, havia caído no lago e corria o risco de morrer afogado. O abade, então, pediu a Mauro, na língua italiana (Amaro na língua portuguesa), que o socorresse.
Mauro partiu imediatamente, chegando a tempo de agarrar o irmão pelos cabelos no meio do lago e transportá-lo para terra firme. E só então percebeu que, para isso, havia caminhado sobre as ondas, como havia feito o apóstolo São Pedro, no Lago de Tiberíades.
Em Guarujá, a primeira manifestação religiosa em louvor a Santo Amaro aconteceu em 1545, dois anos após o batismo da ilha, quando o comerciante português José Adorno mandou construir uma capela para o santo. Apesar de não haver qualquer vestígio desse templo, acredita-se que ele teria sido erguido na localidade hoje conhecida como Santa Cruz dos Navegantes.
Durante cerca de 300 anos a devoção a Santo Amaro deu-lhe a condição de padroeiro da ilha.

Milagre
Uma história da imagem de Santo Amaro, desta vez envolvendo fogo, ao invés de água, também é lembrada na Cidade. Consta que em 1939 um incêndio destruiu totalmente a pequena capela construída para o santo, na esquina das avenidas Puglisi e Leomil.
Houve tempo para que todos os fiéis saíssem do local sem risco. Porém, um deles, Atílio Gelsomini, ficou inconformado com a possibilidade de a centenária imagem de Santo Amaro ser consumida pelas chamas e, sem medir as conseqüências de sua atitude, ingressou no templo e resgatou a peça sacra intacta.
Além do ato heróico, os moradores da época perceberam sinais de um milagre naquela ocorrência. Isso porque, conforme o relato de Atílio, quando ele entrou no templo estava tudo destruído ao redor da imagem. Entretanto, não havia qualquer vestígio de fumaça na peça sacra.
Após o ocorrido, a imagem, então considerada milagreira, ficou sem um lugar para a entronização, chegando a ser exposta no chalé nº 29, que deu origem à urbanização da Cidade, até a construção da Igreja Matriz, para onde foi levada e onde permanece até hoje. (Pesquisa: www.novomilenio.inf.br)

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