“Secretário conversa muito, mas não resolve nada”

Marcelo Mello (600 x 600)A afirmação é de Marcelo Silva de Mello, presidente da Cooperben, Cooperativa de Beneficiamento de Materiais Recicláveis, que reclama da Secretária de Meio Ambiente o cumprimento de compromissos assumidos pela prefeitura como contratação da cooperativa e o pagamento de aluguéis do imóvel que ocupa atualmente até a cessão de uma área para instalação de um novo galpão.

Situação da cooperativa
“Nós continuamos aguardando a contratação da cooperativa pela municipalidade tendo em vista que já existem vários processos nessa direção. Continuamos também aguardando a cessão de uma área para que nós possamos levar a nossa entidade para um novo galpão. Hoje existe uma ação de despejo por conta de atrasos no aluguel do imóvel que ocupamos. Era um compromisso da prefeitura arcar com esses aluguéis até que nos entregassem um local para que pudéssemos fazer a separação.”
Termo de Ajustamento
“Na verdade, existe um programa de logística reversa em que a prefeitura de Guarujá assinou termo de compromisso que é um TAC entre o Ministério Público estadual, as indústrias de logística reversa, as indústrias de embalagens e as entidades, onde um dos itens é que é de responsabilidade da municipalidade prover a infraestrutura ou galpão adequado para a cooperativa que, naquele momento, como não havia, a prefeitura tinha se comprometido a arcar com os aluguéis. Até hoje, a gente não conseguiu resolver isso e existe uma ação de despejo que pode ser decretada a qualquer momento e nós estomos tentando em vias de muito diálogo com a administração, mas, como eu digo, conversa a gente vem escutando há mais de 15 anos.

Conversas com a secretária de Meio Ambiente
Em relação ao titular da pasta de Meio Ambiente, Sidnei Aranha, o presidente da cooperativa afirma,”hoje o Aranha é secretário de Meio Ambiente de Guarujá e eu sou o gestor da Cooperben. São coisas distintas. O que nós estamos tratando é a coleta seletiva municipal.”
“Existem decretos, existem leis para que sejam cumpridas, se é a SEMAM, se é a Limpeza Urbana, se é o governo municipal, não importa. O que acontece é que não existe esse serviço sendo feito, nem fiscalizado e o pouco que é feito com as cooperativas a gente não é remunerado por isso e é sobre isso que a gente tem conversado e sobre isso temos feito muitas reuniões e nada muda.”
“A posição do secretário de Meio Ambiente, do seu secretário adjunto, do prefeito é muito bacana em relação ao diálogo, mas na verdade, nada muda.”
“Por exemplo, nós temos dois caminhões, um para cada entidade de reciclagem da cidade, que estão na garagem municipal e a gente não consegue receber os caminhões e não conseguimos saber o por quê. Hora é um documento aqui, um documento ali. Se é falta de vontade política, não sabemos.”
“Se o secretário Sidnei Aranha está fazendo a lição de casa, não sou eu quem vai dizer, eu só digo que em um ano e três meses, as coisas poderiam ter avançado e muito, a questão da contratação das cooperativas é uma delas. Se é problema de caixa, problema financeiro, problema do governo, não posso dizer, mas o fato é que hoje já deveríamos estar com as contratações das duas cooperativas e com os caminhões ampliando o serviço de coleta seletiva e isso não aconteceu.”
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Estação Sustentabilidade
“Para minha surpresa, eu vi aquele container na Praça 14 Bis e recebi um vídeo institucional falando do assunto, mas não é mencionada nenhuma cooperativa, nem quem vai operar o container, nem como a população vai participar, nem pra onde vai esse resíduo. Se vai para as cooperativas, eu não participei desse diálogo e se não vai, como é que a prefeitura lança um programa desses de coleta seletiva que deveria ter a inclusão dos catadores e a gente não está sabendo?”, questiona Marcelo. “Nós deveríamos estar a par do que está acontecendo.”

Recado
“Eu diria para o secretário e para o prefeito que a Cooperben está a serviço da cidade e é inadmissível que a gente seja visto como qualquer prestador de serviços. Tudo que é decidido em relação à coleta seletiva, não chamam as cooperativas para dialogar. Que ele veja a Cooperben como uma parceira do programa de coleta seletiva e aja. Não adianta ficar só falando. Conversa a gente já escuta há 14 anos, A gente precisa efetivamente é da contração.”

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