“Sem dívidas, o hospital pode receber verbas de emendas parlamentares”

Squassoni_Urbano2 (600 x 450)Conforme adiantamos na semana passada, o deputado federal Marcelo Squassoni (PRB) confirmou na tarde de quinta-feira (22), a liberação de R$ 23 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF) para a repactuação das dívidas do Hospital Santo Amaro, incluindo, entre outras, os passivos de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
O acordo inédito só foi possível a partir da intermediação de Squassoni que levou à direção da CEF a necessidade do nosso único hospital da cidade a atender o SUS, Sistema único de Saúde, de refinanciar e equalizar suas contas, pressupostos básicos para o equilíbrio financeiro e a consequente reconquista da Certidão Negativa de Débitos (CND), que o Hospital Santo Amaro acabou perdendo pela incapacidade de manter seus débitos em dia. Com o documento, a instituição ficará apta a receber emendas parlamentares para a compra de equipamentos e novas máquinas para exames, por exemplo.
O deputado explica que com isso, os débitos que a instituição possuía com diferentes bancos foram quitados e refinanciados pela Caixa, que os centralizou num só contrato. A medida é considerada crucial para a reorganização das finanças da instituição, que é filantrópica e historicamente sofre com déficits em seus balancetes financeiros, em grande parte causados pelas limitações do Teto SUS, que devolve ao hospital, em média, apenas R$6,20 de cada R$ 10,00 investidos.
“Estamos perseguindo a CND para que o Santo Amaro possa, finalmente, receber emendas parlamentares. Seria uma excelente conquista para o hospital, para a cidade de Guarujá e toda a Baixada Santista”, projeta Squassoni, que em 2015 chegou a indicar R$ 7 milhões em emendas ao Orçamento da União para o HSA. A verba chegou a ser empenhada (reservada para pagamento) pelo Ministério da Saúde, entretanto, foi cancelada pela falta da certidão.
Conforme o presidente da Associação Santamarense de Beneficência do Guarujá (ASBG), mantenedora do HSA, Urbano Bahamonde Manso ,“Além do passivo de obrigações como o FGTS, o hospital possuía inúmeros contratos de financiamento em andamento, com diferentes instituições financeiras. Agora, a Caixa passa a ser única credora”. O prazo do novo acordo foi diluído ao longo de 84 meses.
Ainda segundo Bahamonde, o hospital tem trabalhado como pode para superar a crise econômica que o País atravessa. “Os governos estão se adaptando à queda na arrecadação e é claro que as dificuldades chegam a nós, em efeito cascata. Estamos sobrecarregados porque a fuga de pacientes da rede particular em direção ao SUS também tem sido grande. A saída é cortar custos e intensificar parcerias com os planos de saúde, por exemplo”, cita o presidente da mantenedora do HSA.

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