Sobreviventes de acidente com ônibus têm alta do Hospital Santo Amaro

Três estudantes que sobreviveram ao acidente com um ônibus fretado, na Rodovia Mogi-Bertioga, receberam alta nesta sexta-feira (10). Com isso, o número de feridos na tragédia que estão internados cai para sete.

As jovens estavam internadas no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, desde o dia da tragédia. São elas Laís de Oliveira, Aline de Jesus e Luziene Batista. Erick Pedralli, de 21 anos, segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital.

Nesta tarde, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), descreveu o acidente na rodovia como uma tragédia. “O que aconteceu foi uma tragédia. Nós tivemos uma situação excepcional. Nós enviamos imediatamente equipes para o local, para auxiliar nos serviços de reconhecimento dos corpos”, afirma.

Acidente

Morreram no acidente 18 pessoas. Por volta das 22h45, um ônibus fretado da União Litoral, que seguia pela Rodovia Paulo Rolim Loureiro, conhecida como Mogi-Bertioga, capotou logo após bater em uma rocha. Além do motorista, estavam no veículo 33 estudantes universitário de São Sebastião. A tragédia aconteceu na altura do km 84 e também deixou 16 feridos.

Por questões de segurança, o veículo descia a serra em comboio com outros três, da mesma empresa e de outras linhas, também com universitários. Segundo ocupantes dos outros fretados, o ônibus vinha em zigue-zague pela pista, fazendo ultrapassagens de risco.

 

 

 

Encontrado abaixo-assinado contra motorista de acidente

 

Um abaixo-assinado feito supostamente contra o motorista do ônibus que capotou na rodovia Mogi-Bertioga foi encontrado nesta sexta-feira (10) junto à mochila de um dos estudantes mortos no acidente da última quarta-feira (8).

O documento era endereçado à secretária municipal de Educação de São Sebastião, Maria Zenaide Moraes, e denunciava problemas de conduta do funcionário, que incluiria divergências no horário de saída do transporte e velocidade do veículo nas estradas.

Os alunos, que eram transportados diariamente da cidade até as instituições de ensino Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Universidade Brás Cubas (UBC), alegariam no documento – ainda sem assinaturas – que um condutor, supostamente Antônio Carlos da Silva, de 37 anos, falecido no acidente, agia de forma a colocar “em risco as vidas que estavam sob sua responsabilidade”.

A empresa União do Litoral, contratada para o transporte dos estudantes, rebateu as acusações e defendeu que Antônio Carlos da Silva era um profissional de “conduta exemplar”. Ele trabalhava há dois anos na empresa e operava duas linhas: uma até Mogi das Cruzes e outra até a cidade de Caraguatatuba, também no litoral.

 Há exatos 44 anos, acidente entre trens matou mais de 20 estudantes de Mogi

O dia 8 de junho guarda uma terrível coincidência: há exatamente 44 anos, na ferrovia que ligava São Paulo a Mogi das Cruzes (SP), um trem movido a diesel bateu em outro que estava parado na via por falta de energia. O último vagão, que foi o mais atingido no choque, transportava universitários de Mogi, o que levou a composição a ficar conhecida como “trem dos estudantes“. Ao todo, 23 pessoas morreram e mais de 60 pessoas ficaram feridas no acidente.

 

Além da mesma data e do local próximo, as circunstâncias dos dois acidentes de 1972 e 2016 são parecidas. Uma forte neblina impediu que o maquinista visse o “Trem dos Estudantes” e, quando ele começou a frear , já era tarde demais. E possivelmente um nevoeiro também dificultou a vista do motorista que dirigia o ônibus na noite de ontem, segundo relato dos bombeiros que estão no local.

 

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