Squassoni cobra do governo acordo com caminhoneiros

Reunião no Palácio (600 x 381)Presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o deputado federal Marcelo Squassoni (PRB) tem cobrado do Governo Federal agilidade na busca por uma solução para a crise de desabastecimento que se abateu sobre todos os estados brasileiros, a partir da greve dos caminhoneiros. Entre quarta (23) e quinta-feira (24), Squassoni presidiu, em Brasília, audiência pública sobre a situação dos combustíveis no País, além de participar de reuniões entre ministros do Governo e entidades representantes dos caminhoneiros.
Sexta-feira (25), no Palácio do Planalto, o deputado foi o único parlamentar paulista a cobrar dos ministros Carlos Marun, (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Minas e Energia) e Valter Casimiro (Transportes, Portos e Aviação Civil) alguma posição sobre os constantes reajustes da gasolina e do óleo diesel no Brasil.
Horas antes, já havia presidido audiência pública em que parlamentares se reuniram para cobrar posições de representantes da Petrobras, Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Associação Nacional dos Transportadores de Cargas (NTC), Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Diante das constantes cobranças, o Governo e entidades que representam os caminhoneiros chegaram a, na noite de quinta-feira, após quase oito horas de reunião a portas fechadas, no Palácio do Planalto, fechar um Termo de Acordo com 12 itens, fruto de uma calorosa mesa de negociações.
O texto inclui, entre outros temas, a redução de tributos sobre o preço final do diesel, além da queda de 10% no produto, determinada pela Petrobras, a proibição de anúncio de reajustes em períodos inferiores a trinta dias entre um e outro e a não-cobrança de pedágio de caminhões com o terceiro eixo suspenso, por exemplo.
O acordo valeria por 15 dias e, neste prazo, as discussões para novas e definitivas normas prosseguiriam. Porém, o texto foi rechaçado pelos diferentes movimentos de transportadores autônomos em todo o Brasil e a suspensão da greve prosseguiu. “O pleito dos caminhoneiros é justo e tem o apoio da população, e o meu também”, afirmou Squassoni.
Para o deputado, a tentativa de trégua é legítima, mas é necessário que o Governo aprofunde suas propostas no sentido de dar mais segurança à manutenção permanente de medidas capazes de reduzir em definitivo o preço dos combustíveis no Brasil, hoje atrelado às oscilações do preço do barril de petróleo, que é calculado e dólar. “Diminuir os impostos sobre os combustíveis é uma das principais medidas a serem pensadas em conjunto pelo Governo Federal e Governos Estaduais. Dificilmente encontraremos uma saída a não ser essa. A população está no limite”, alertou o deputado.

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