Sucesso das campanhas para deputado de Farid, Haifa, Antonieta, Edilson, Benzi e Aranha depende do desempenho do governo Suman

Tendo como presidente o vereador Edilson Dias, do PT, a Câmara retoma os trabalhos legislativos na próxima semana.
Como vereador, Edilson sempre cobrou da ex-prefeita Antonieta de Brito, do PMDB, austeridade, transparência, publicidade e coerência na gestão da coisa pública.
Agora, como presidente da Câmara, Edilson passa a ter, além da função de vereador (Legislativo) também a de gestor, administrador, executivo. Sim, a Câmara possui orçamento próprio, realiza contratos, emite folha de pagamento… entre vários outros atos comuns ao Poder Executivo. Edilson, portanto, é uma espécie de “prefeito” da Câmara. E será cobrado como tal.
Questões intrigantes até hoje guardadas como uma “caixa preta” da Câmara e que a Lei da Transparência diz serem públicos são mistérios em Guarujá. Entre eles o real valor dos “salários” dos funcionários da Casa com os respectivos benefícios (penduricalhos) da ativa e dos aposentados.
Há décadas se fala sobre a possível existência de “Marajás” na Câmara de vereadores que receberiam vencimentos altíssimos, acima do teto permitido em lei.
Edilson, portanto, terá essa oportunidade de dar total transparência ao Poder Legislativo local, conforme ele sempre cobrou da ex-prefeita Antonieta e de ex-presidentes da Câmara, habilitando-se assim para uma candidatura a deputado.
No executivo também há expectativa sobre o comportamento do prefeito Dr. Válter Suman, do PSB, que assumiu a Prefeitura há trinta dias.
Com o início das sessões, saberemos a “geografia política” da Câmara. Ou seja, quais vereadores se posicionarão como oposição, independente e situação.
É óbvio que neste primeiro momento ainda há muito pouco a ser questionado da gestão Suman, entretanto, os vereadores insatisfeitos podem dar pequenas demonstrações do rumo que pretendem imprimir aos seus mandatos. Essa topografia aparecerá especialmente na fala dos vereadores na tribuna e no bastidor.
Há também expectativa com relação aos posicionamentos políticos da ex-prefeita Antonieta de Brito, do PMDB, e do casal Farid e Haifa Madi, do PPS.
Quando perdeu duas eleições para a ex-prefeita Antonieta, Farid se recolheu, não fez oposição (esse teria sido o erro e o motivo das derrotas dele nas outras duas campanhas). Agora, o quadro dá sinais de mudança no comportamento dos Madi, o que pode ser preocupante para o governo Suman.
A ex-deputada Haifa Madi aceitou o cargo de coordenadora Regional do Ministério da Cultura, em São Paulo. Além disso, fala-se nos bastidores que o ex-prefeito Farid trabalhou pela eleição do presidente da Câmara Edilson dias, que nomeou o ex-vereador Addis Filho como secretário geral da Câmara.
A ex-prefeita Antonieta também dá sinais de uma possível candidatura a deputada e já se articula em Brasília.
Apesar de ainda estar no início, o governo Suman deve sim abrir os olhos e notar que o horizonte pode não ter apenas dias ensolarados com céu de brigadeiro. Há sim possibilidade para chuva ou tempestade.
O sucesso político de Antonieta, Farid e Haifa, do presidente Edilson, bem como dos secretários Benzi e Aranha dependerá justamente do desempenho bom ou não do governo Suman. Esse é o quadro, a fotografia do cenário político atual de Guarujá.
Quem quiser se enganar, que se engane.

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