Suman, Farid, Haifa, Benzi, Aranha, Andressa, Edilson… Todos querem “o melhor para a cidade”, mas cada um da sua forma

Imagine um casal já começando a se desentender em plena “lua de mel”. Talvez esse seja o exemplo que resuma o momento político e administrativo atual de Guarujá.
Na verdade o embrião, a gênese dos problemas da administração Suman teve início no dia da sua posse e dos vereadores em primeiro de janeiro último, quando da eleição do vereador Edilson Dias, do PT, para a presidência da Câmara.
O prefeito assimilou o tropeço político, tentando compensá-lo, imprimindo um ritmo alucinante de trabalho para o seu governo. Ou pelo menos para ele próprio.
O problema é que Suman é uma locomotiva para trabalhar, entretanto, os vagões que compõem o seu governo não conseguem segui-lo em linha reta.
O “desgoverno” dos vagões atrapalha o ganho de velocidade e os resultados, ficando o prefeito obrigado a administrar com membros desconexos, como se não pertencessem ao mesmo corpo (governo).
Para vencer a eleição o prefeito precisou fazer alianças no segundo turno. Na montagem do quebra-cabeça (governo) Suman teve que acomodar candidatos a prefeito derrotados na eleição, bem como gente ligada a eles. Aliado a isso, o prefeito teve que compor com vereadores eleitos que também não o apoiaram na campanha, visto que sua coligação elegeu apenas três dos dezessete vereadores.
Com tanta gente que não esteve junto na campanha de Suman (concursados e cargos em comissão) sendo nomeada no Diário Oficial, também azedou em parte a ligação fraterna que o prefeito tinha com sua equipe de campanha.
Some-se aos enfrentamentos do atual prefeito o fato de o casal Farid e Haifa Madi (que teve expressiva votação) demonstrar a nítida pretensão de concorrer a uma vaga de deputado (a) e, vencendo, se fortalecer numa eventual tentativa de reeleição de Suman.
Claro que Suman, Farid, Haifa, Benzi, Aranha, Andressa, Edilson… querem o melhor para a cidade. O problema é que cada um deles quer “o melhor para a cidade” da forma deles. Por isso a importância de o governo Suman, através do trabalho em grupo, num corpo de governo unificado, indicar o que é “melhor para a cidade”. Assim, delimitar-se- ia quem estará a favor ou contra o governo dele, que até o momento não indicou sua bandeira de prioridade.
Um governo precisa estabelecer metas no médio e longo prazo. É isso que dá corpo e discurso ao governo, desde que os “vagões” o sigam de forma inquestionável.
Daí a necessidade de a locomotiva ajustar e alinhar os vagões desgovernados para definir prioridades de governo já que, hoje, a população não quer apenas capinação e zeladoria que já melhoraram.
Observe-se que já antes dos cem dias de governo, a atual gestão enfrenta críticas na Câmara, nas redes sociais que são implacáveis com qualquer que seja o governo, e até de gente nomeada por ele. Observando isso, Suman mexeu no seu tabuleiro de secretários. Entretanto, a mexida, para analistas políticos, não mudou em quase nada o estado anterior do governo.
Então, que venham os cem primeiros dias de governo, e com eles críticas ou elogios. Vida que segue. Boa sorte Guarujá.

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