Uma chance para a Guarujá: Suman, a última esperança da cidade dar certo

Da enxurrada de onze candidatos, o cidadão de Guarujá elegeu para o segundo turno o médico Válter Suman, do PSB, e a ex-deputada Haifa Madi, do PPS. No último domingo, o eleitor optou pelo médico Suman, que herdará uma prefeitura aparentemente quebrada, onde repartições públicas não contam sequer com o mínimo: papel higiênico para público e servidores. Com poucos recursos para a campanha de Suman, o eleitor que não vendeu o voto, de forma silenciosa nas urnas ofereceu uma oportunidade ao médico. Na verdade, o eleitor confiou a Suman a última esperança de Guarujá dar certo. Suman não terá vida fácil pela frente. Disso ele sabe. Para ficarmos numa análise aritmética, básica, constate-se que o prefeito eleito obteve 79.702 votos contra 77.056 votos de Haifa Madi. Se findasse aqui, a cidade estaria literalmente dividida ao meio entre os que votaram no médico e os que optaram pela ex-deputada. Mas os números seguem. Abstenções, brancos e nulos somaram cerca de 63 mil votos. Esses milhares de eleitores não queriam nem Suman nem Haifa. Após os números a equação é simples: Suman ganhou por minoria de votos pois somados os votos de Haifa com os não votantes, teremos um total de 130 mil eleitores insatisfeitos. Os da Haifa, com Suman, e os outros com qualquer dos dois que se elegesse e virasse governo. Ou seja, se Haifa ganhasse, o quadro seria igual. E, como lidar com isso? O prefeito eleito precisará honrar e não decepcionar quem votou nele e atrair e conquistar pelo menos parcela dos insatisfeitos. Para isso, o governo Suman terá que enfrentar uma agenda espinhosa, mas cidadã: Realização e publicação de auditoria independente da real situação dos cofres públicos herdada da prefeita Antonieta na PMG; Realizar uma licitação correta do transporte coletivo, cujo contrato, se for sério, não poderá ter prazo superior a cinco anos; Formalizar contrato com a Sabesp ou PPP com outra empresa; Cobrar e chamar presidente Urbano Bahamonte e conselheiros do Santo Amaro para saber a real situação do Hospital e solicitar prestação de contas dos valores repassados pela PMG referentes a contratualização, conferindo inclusive se os valores pagos pelo HSA condizem com o preço de mercado, ou intervenção; Abrir e rediscutir o imoral contrato renovado entre UNAERP e Prefeitura, que vai até o ano de 2047; Rever as bases do contrato de lixo que, hoje, nem seria pesado... Além de tudo isso, o prefeito eleito terá que melhorar rapidamente a saúde municipal que está falida, quebrada, sem médicos nem remédios suficientes, e não se esquecer da segurança, que passa por melhor iluminação dos bairros e orla. Zeladoria, nem se fale, pois é obrigação natural. Entretanto, acredite, a simples vitória do médico pareceu encher de esperança e expectativa o munícipe acostumado à arrogância, prepotência e incompetência da administração Antonieta de Brito. Em nosso programa de TV, Suman afirmou que trabalhará diuturnamente com muito diálogo, sem perseguições, de forma honesta e transparente. Cabe a todos nós, imagino, darmos um voto de confiança ao prefeito eleito. Até porque, Suman é nossa última esperança para Guarujá dar certo. Boa sorte, prefeito.

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