Vacina eficaz

Um estudo publicado na revista científica New England Journal of Medicine constatou que as doses fracionadas da vacina contra a febre amarela aplicadas no Brasil são uma medida adequada para controlar a epidemia. O fracionamento das doses tem sido aplicado no país. Segundo o resultado da pesquisa, a proporção de pacientes que reagiram positivamente ao serem tratados com as doses fracionadas é idêntica ao registrado entre aqueles que receberam a dose padrão. Com esta sistemática, é possível imunizar as pessoas e conter surtos da doença.
“Esse resultado é importante, levando em conta o risco global de epidemias de febre amarela, como mostrou o Brasil em 2017, quando mais de 26 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela foram distribuídas para controlar uma epidemia no início do ano”, afirmaram os autores no estudo.
A dose fracionada é equivalente a 20% da dose padrão. O fracionamento permite, com a mesma quantidade do produto, multiplicar por cinco o total de pessoas vacinadas. O temor era que, ao fracionar, a vacina ficasse menos eficaz. O modelo, no entanto, é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O estudo publicado na New England Journal of Medicine teve financiamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Seu objetivo foi avaliar a eficácia do modelo numa campanha de vacinação realizada em larga escala, e a amostra para a pesquisa foi um programa nacional de vacinação ocorrido no Congo, em 2016. Uma vez que o país não dispunha de suprimento em quantidade suficiente para realizar a vacinação com doses integrais, o governo congolês aplicou o modelo da dose fracionada – que é produzida no Brasil, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Biomanguinhos).
Em Guarujá, até agora, não temos casos confirmados da febre amarela. Mas o risco é real, visto que nesta semana, um segundo caso foi confirmado na Baixada Santista e a baixa adesão às campanhas de vacinação, que em muito se deve à disseminação de boatos pelas redes sociais, têm preocupado as autoridades locais que devem se empenhar agora em informar melhor a população sobre a eficácia da vacina.

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