Vereadores vão abrir CPI se as tarifas de ônibus não baixarem

Cãmara 2017 copy (600 x 302)Na primeira sessão da nova legislatura, realizada na terça-feira (7), um grupo de 14 vereadores assinou documento, endereçado ao prefeito Valter Suman, solicitando a revogação imediata do Decreto 12015/16, assinado em dezembro, pela ex-prefeita Maria Antonieta, que autorizou aumento da tarifa do transporte público municipal, de R$ 3,20 para R$ 3,70.
A iniciativa partiu do presidente da Câmara Municipal, vereador Edilson Dias, que prometeu medidas mais severas por parte do legislativo, caso o atual chefe do Executivo não tome providências até a próxima sessão (dia 14).
“Caso não seja feita a revogação, os vereadores abrirão uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o aumento”, enfatizou, convicto de que terá o apoio necessário para instaurar o procedimento na Casa.

“A toque de caixa”

O vereador argumenta que já foram detectados vários indícios de irregularidades no aumento que houve, ainda em 2014, e pondera também que nenhuma das contrapartidas prometidas à época, no que se refere a melhorias no serviço, foram de fato cumpridas.
Ele ainda questiona a legitimidade do processo conduzido pela ex-prefeita, às vésperas de deixar o cargo, “a toque de caixa” e “sem o aval da equipe de transição do atual prefeito”, para reforçar sua posição.

Subscrição

Assinaram o documento endereçado ao prefeito, além do presidente Edilson Dias (PT, autor da indicação), os vereadores: José Nilton Doidão (PPS), Zé Teles (PPS), Naldo Perequê (PPS), Nequinho (PMN), Pastor Sgto. Marcos (PSB), Andressa Salles (PSB), Vargas (PSB), Joel Agostinho (PMDB), Luciano Tody (PMDB), Juninho Eroso (PP), Fernando Peitola (PSDB), Raphael Vitiello (PSDB) e Sérgio Santa Cruz (PRB).

Revisão de Planilhas

A vereadora e líder do governo no Legislativo, Andressa Salles (PSB), ressaltou que o prefeito Valter Suman já solicitou a revisão de planilhas de custos, assim como solicitou estudos para melhorar o serviço, entre outras ações correlatas. E que medidas serão anunciadas, assim que finalizadas essas consultas, dentro de toda legalidade e transparência requeridas.

Chá de cadeira

Os vereadores Edilson Dias (PT), José Nilton Doidão (PPS), Juninho Eroso (PP), Joel Agostinho (PMDB), José Teles Júnior (PPS), Nequinho (PMN) e Pastor Sargento Marcos (PSB) estiveram no dia seguinte à sessão, quarta-feira (8), na sede da Prefeitura, a procura do prefeito Valter Suman para entregar nas mãos do chefe do Executivo Municipal o documento pedindo a revogação do aumento da tarifa de transporte público.
Os vereadores esperaram, das 15h30 às 18h10, mas o encontro não ocorreu, pois o prefeito afirmou estar em compromisso externo.

Coletiva
A resposta veio através de um nota, assinada pela Advocacia Geral do Município, informando que: na próxima segunda-feira (13), às 10h30, o prefeito fará um pronunciamento à imprensa sobre a questão.

 

Edilson_Capa copy (450 x 600)“A cidade não precisa de guerra política,
mas a Câmara não será submissa”

Em entrevista exclusiva a nossa reportagem, o presidente da Câmara Municipal Edilson Dias (PT) disse que espera que o prefeito Válter Suman faça como já fizeram muitos prefeitos pelo Brasil afora que nos primeiros dias de mandato, revogaram aumentos de tarifas de transportes públicos autorizadas pelos seus antecessores ao término dos seus mandatos: “Em minha opinião, o aumento que aconteceu no dia 19 de dezembro é indevido e acarreta um maior sofrimento para a população, uma despesa a mais, sendo que o transporte é de má qualidade e os ônibus demoram muito tempo. Os benefícios e as melhorias que a ex-prefeita Maria Antonieta de Brito anunciou para justificar o aumento anterior, em 2014, não aconteceram. É um serviço mal avaliado pela população e nós não achamos justo esse aumento de tarifa, então estamos aguardando que o prefeito revogue até porque ele mesmo declarou no dia seguinte ao aumento que foi pego de surpresa e não concordava com ele, inclusive que a equipe de transição não havia sido notificada. Já se passaram 40 dias de mandato e nada foi feito ainda. É muito estranho isso”.

Expectativa
“Que fique bem claro que estamos com o prefeito e vamos apoiar tudo que for benéfico à população. Nossa expectativa é o governo seja exitoso. A cidade não precisa de guerra política e eu já externei diversas vezes que a Câmara está aberta ao diálogo e disposta a contribuir, mas a Câmara não será submissa como foi até o ano passado. A ex-prefeita fez o que quis e entregou a cidade praticamente destruída para a nova administração. Não vamos abrir mão de fiscalizar as ações do Executivo e apontar os erros”, conclui Edilson.

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